Arquivo para julho, 2009

O que é maçonaria? (parte2)

Posted in Introdução, Textos genéricos! with tags , , , , , , , , , , , on 31/07/2009 by J.D.

O que é a Maçonaria?
– A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.

Por que é Filosófica?
-É filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.

Por que é Filantrópica?
– É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem-estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.

Por que é Progressista?
– É progressista porque partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão o da razão com base na ciência.

Quais são os seus princípios?
– A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, a raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo CRIADOR e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.

Qual o seu lema?
– Ciência – Justiça – Trabalho: Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as .relações humanas; e Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.

Qual é seu objetivo?
– Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.

O que entende a Maçonaria por moral?
– Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.

O que entende a Maçonaria por virtude?
– A Maçonaria entende que virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.

O que entende a Maçonaria por dever?
– A Maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também, devemos proteger e servir aos nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: “Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família”. Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.

A Maçonaria é religiosa?
– Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá, o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contra posição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do UNIVERSO, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônicas.

A Maçonaria é uma religião?
– Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.

Para ser Maçom é necessário renunciar à religião a qual se pertence?
– Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez; Padre Diogo Antonio Feijó; Cônegos Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.

Quais outros homens ilustres que foram Maçons?
– Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.

Somente na Europa houve Maçons ilustres?
– Não. Também na América existiram. Os libertadores da América foram todos maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O’Higgins, na Argentina; Bolivar, no Norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador Dom Pedro I no Brasil.

Quais os nomes de destaque no Brasil que foram Maçons?
-D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Lêdo, Luis Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.

Então a Maçonaria é tolerante?
– A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus. membros a mais ampla tolerância. Respeita as. Opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.

O que a Maçonaria combate?
– A ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.

A Maçonaria é uma sociedade secreta?
– Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.

Quais as principais obras da Maçonaria no Brasil?
– A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que os maçons tomaram parte ativa.

Quais as condições individuais indispensáveis para poder pertencer a Maçonaria?
– Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou oficio lícito e honrado que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.

O que se exige dos Maçons?
– Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E em particular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e fora da Maçonaria; a dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas; a prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude. Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens afim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.

O que é um Templo Maçônico?
– É um lugar onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhes são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.

O que se obtêm sendo Maçom?
– A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base de respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência, não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo, o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes, e nem admite em seu seio, pessoas que não tenham um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.

Fonte: GOB http://www2.gob.org.br/gxpsites/hgxpp001.aspx?2,9,332,O,P,0,MNU;E;13;1;MNU;,

Sob que circunstâncias você é irmão?

Posted in Sem classificação específica with tags , , on 31/07/2009 by J.D.

a) se teus irmão assim te veêm!
b) se você tem comportamento exemplar, ético, e digno de homens corretos, inclusive isso me lembra uma situação antes de entrar na maçonaria… uma senhora em uma loja de departamento me chamou em um canto e me perguntou se eu era maçon, na época tinha respondido que não, ela me disse que eu “parecia” maçon.

Mas e nos casos nos quais você é maçon mas não tem comportamento ético? Teus irmãos podem simplesmente te excluir de seu convívio? Te deijando isolado? Você se sentiria menos maçon?

Ao longo do dia facilmente podemos ver casos nos quais “não-maçons” tem comportamento justo e perfeito, inclusive  podemos ter uma breve pensamento “poderia eu convidá-lo para ser filho da viúva”? Volto a citar neste blog, o cuidado com os novos candidatos e essas avaliações rápidas.

Mesmo o profano tendo convívio com maçons e estes irmãos o achem o candidato ideal pelas suas qualidades morais e éticas, o profano ainda assim não deveria ser apresentado, pois com o passar do tempo a pessoa pode simplesmente não melhorar, já vimos várias vezes irmãos que não progridem apesar de suas palavras e depoimentos dizendo que estão estudando para lapidarem a pedra bruta com mais dedicação e afinco.

Outra pergunta mais importante que a primeira é: em que circunstâncias não devemos reconhecer nossos irmãos maçons, como tal devido à fatores externos? Podemos deixar de tratar com igualdade membros da família que realizaram coisas errados no caminho? O perdão é importante ou a exclusão é outro caminho?

Vamos refletir…

O que fazer quando alguns recusam cargos em loja?

Posted in Sem classificação específica, Textos genéricos! with tags , , on 31/07/2009 by J.D.

Nesta semana tivemos um certa baixa na frequência dos irmãos.
Provavelmente devido às atividades profissionais de cada um.

No início da sessão quem é que iria cobrir os irmãos faltosos?
O problema são os irmãos que rejeitam cargos e nunca trabalharam em loja.

Como fazer com esses casos?
Deixamos eles sentados como meros expectadores do que já estão acostumados à ver?

Convido à todos para uma reflexão sobre os novos candidatos à eterna platéia.

Fui…

O rito Brasileiro

Posted in Introdução, Textos genéricos! with tags , , , , , , , , , , , , , on 11/07/2009 by J.D.

O Rito Brasileiro foi introduzido oficialmente pelo Grande Oriente do Brasil em 1914, quando era Grão-Mestre Lauro Sodré.

Teve curta duração inicial, ficando sem uso até meados da década de 1940. De 1940 até a década de 1960, houve várias tentativas de reerguer o Rito, porém sem sucesso. Somente em 1968, sendo Grão-Mestre o professor Álvaro Palmeira, este Rito foi regularizado, sendo praticado por várias Lojas até aos dias atuais.

Adota a legenda Urbi et Orbi (até então usada privativamente pela Igreja Romana), que significa sua atuação nacional e internacional.

Tal como o Rito Escocês Antigo e Aceito, adota o sistema de 33 graus em seus ensinamentos, com três graus simbólicos e trinta graus filosóficos, mas com a diferença de que seus graus ditos filosóficos estudam temas atuais e relevantes.

O que é o Rito Brasileiro.

* É um Rito Regular, já que acata os Landmarques e demais princípios tradicionais da Maçonaria, e os usos e costumes antigos. Com isso, pode ser praticado em qualquer país. Proclama a glória e a fraternidade dos homens, e estabelece, durante as sessões, a presença das três Grandes Luzes: o Livro da Lei Sagrada, o Esquadro e o Compasso, e emprega os símbolos da construção universal.

* Sua base é a Maçonaria Simbólica universal(graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre). Sobre ela se eleva a Hierarquia de 30 Altos Graus (no grau 4 ao 33).

* O Rito Maçônico Brasileiro ou o Rito da Maçonaria Renovada, concilia a Tradição com a Evolução, para que, assim, a Maçonaria não se torne uma força esgotada.

Especializa-se no cultivo da Filosofia, Liturgia, Simbologia, História e Legislação maçônicas e estuda todos os grandes problemas nacionais e universais com implicações ou conseqüências no futuro da Pátria e da Humanidade. Realiza a indispensável cultura doutrinário-maçônica e também a cultura político-social dos Obreiros.

* Impõe a pratica do Civismo em cada Pátria, porque a Maçonaria é supranacional, mas não pode ser desnacionalizante.

* O Rito Brasileiro conviverá fraternalmente com todos os Ritos Regulares, através da intervisitação e da interfiliação. O Rito exige dos Obreiros a Vida Reta e o Espírito Fraterno e suas legendas são: – URBI ET ORBI e HOMO HOMINI FRATER.

História do Rito Brasileiro

Fala-se que o Rito Brasileiro teria tido uma origem aparentemente romântica em Pernambuco, quando o comerciante e maçom José Firmo Xavier pertencente a Grande Loja Provincial de Pernambuco, provavelmente pertencente ao Grande Oriente do Passeio, no século XVIII, segundo alguns autores em 1878 e segundo outros em data muito anterior ou seja mais ou menos em 1848, o qual com um contingente alem dele e mais 837 maçons, elaboraram uma Constituição Especial do Rito Brasileiro, colocando o mesmo sob a tutela de D.Pedro IIº e do Papa. Existem depositados na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, dois documentos que pertenceram à D.Pedro II que nos dão informações sobre esta entidade e que tem o seguinte enunciado:

“Const:.Maç:. do Esp:. Rit:. Braz:. de Nob:. e Aug:. Caz:. Cor:. Liv:. sob os Ausp:. de S:.M:.I:.S:.D:.P:.S:.I:.B:. meu Alt:. e Pod:.Gr:.da Ord:.Braz:. em todo o Circulo do Império Brazileiro— Offerecido S:.M:.I:.D:.P:.S:.I:. do Braz:.Alt:. e Pod:.Sen:.Gr:.Mest:. da Ordem Brazileira”.

Entretanto, a D.Pedro IIº que nunca foi maçom, José Firmo Xavier lhe outorgou o grau 23º, e o considerava o Grande Chefe Protetor, quanto a si, autointitulou-se com o título de Grande Chefe Propagador “ad vitan” sendo que, no caso de seu falecimento seria substituído por um Grande Chefe Conservador. Senão estranho, todavia, muito curioso e interessante.

Trata-se estes documentos de manuscritos que foram oferecidos ao Imperador, pensando que o mesmo aceitasse ser Grão-Mestre, ou no mínimo ser o Protetor deste movimento que pretendiam fundar. Entretanto, D.Pedro II°, muito embora nunca tenha sido inimigo da Maçonaria jamais pensou em ser maçom. Guardou os documentos e posteriormente os entregou à Imperatriz Dona Thereza Cristina Maria de Bourbon. Daí a explicação porque estes documentos estão no Museu Nacional, felizmente até certo ponto, porque se estivesse em algum arquivo ou biblioteca de algum maçom temos a certeza de que dificilmente teríamos notícia desta preciosidade. Aquele Rito, naquela ocasião não vingou, porque entre outras contradições, não aceitava que fossem iniciados pessoas que não fossem nascidas no Brasil, mostrando um nacionalismo inconseqüente e alem do mais, D.Pedro IIº não estava muito interessado em Maçonaria, apesar de seu pai ter sido maçom. Assim como, não tem lógica um rito maçônico se colocar sob a tutela do Imperador e do Papa.

Estamos mencionando este fato mais como uma citação, diga-se de passagem, porem sem considera-lo como um movimento maçônico propriamente dito, e sim como uma sociedade secreta nos moldes da Maçonaria para se colocar a serviço do Imperador e da religião católica, talvez até com fins políticos, ou ainda para obter as benesses do governo imperial.

Esta história caiu no esquecimento e este “Rito” que pretendiam fundar não deu certo. Mas, após iniciada a Primeira Grande Guerra Mundial em 1914, o Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, o Irmão Lauro Sodré ( Lauro Nina Sodré e Silva, nascido em 17.10.1858 em Belém do Pará e falecido no Rio de Janeiro em 16.06.1944 – Iniciado na Loja “Harmonia” de Belém PA em 01.08.1888), através do Decreto n.º 500 datado de 23.12.1914, determina que, em reunião de 21.12.1914, o Ilustre Conselho Geral da Ordem aprovou o reconhecimento e incorporação do Rito Brasileiro entre os que compõem o Grande Oriente do Brasil, com os mesmos ônus e direito, regido liturgicamente pela sua Constituição particular.

Existem autores que ligam este fato à militares nacionalistas. Não nos parece provável, poderia até existir militares ligados à fundação do Rito, como sempre eles estiveram presentes no GOB em toda a sua existência não tanto por sua situação de militar, mas sim como verdadeiros maçons e idealistas da Ordem. Este é um fato inconteste que não se pode negar. Entretanto, não progrediu o Rito naquela época, mesmo seguindo-se mais dois Decretos complementares impondo e confirmando a legalidade do Rito assinados pelo Grão-Mestre Adjunto o Almirante Veríssimo José da Costa, que substituiu o Irmão Sodré após a sua renuncia para exercer o cargo de Governador do Pará, ou seja, o Decreto n.º 536 de 17.10.1916 em que ratificava o Decreto de Sodré afirmando pelo artigo l.º que: “Fica reconhecido, consagrado e autorizado o Rito Brasileiro criado e incorporado ao Grande Oriente do Brasil pelo Decreto n.º 500 de 23.12.1914”, e o Decreto n.º 554 de 13.06.1917 pelo qual em seu artigo único assim se referiu: “ Fica adotada e incorporada ao patrimônio da legislação do Grande Oriente do Brasil a Constituição do Rito Brasileiro contendo sua Declaração de princípios, Estatutos, Regulamentos, Rituais e Institutos”.

Refere-se que este Irmão estava muito empenhado na fundação do Rito e que talvez possa ter sido o principal incentivador da fundação do mesmo. Houve após, em realidade, um adormecimento temporário, já que tudo o que havia sido resolvido apenas se restringia no papel, sem lojas fundadas, sem rituais sem constituição e etc.. Era mais um movimento, de um grupo de Irmãos tentando fundar um novo Rito.

Fala-se que em 1919 o então Grão-Mestre, o Irmão Nilo Peçanha ( Iniciado na Loja “Ganganelli do Rio” em 11.l0.1901. Tomou posse em 21.07.1917,como Grão-Mestre do GOB. Havia sido Vice-Presidente da República gestão l906/l910, quando substituiu o Presidente do Brasil Afonso Pena, por falecimento deste, desde 14.06.1909 até 25.l1 1910.- Depois Senador em 1912 e Governador do Estado do Rio de Janeiro) teria assinado a 1ª Constituição do Rito Brasileiro, definida como tendo o Rito, 33 graus. Entretanto não se confirma esta informação, pois lendo-se todos os Boletins do Grande Oriente do Brasil daquele ano, não existem quaisquer referências ou publicações à respeito. Imaginamos que uma decisão como esta teria que constar no Boletim Oficial daquela Potência quer como Ato ou Decreto.

Entretanto, o que se conseguiu constatar nos Boletins do GOB e em especial o de 11/l919 à página 12, foi que, em reunião do Conselho Geral da Ordem, de 07.11 uma Loja do Rito Brasileiro de Recife comunicava a sua instalação em 26.10, tendo inclusive enviado um lista de sua administração. Ainda no Expediente da reunião de 24.11 foi lida uma Prancha da Loja Provincial do Rito Brasileiro de Recife. Falaram a respeito vários Irmãos, e entre eles o Irmão Octaviano Bastos , que segundo consta, fazia parte do grupo interessado em solidificar o Rito Brasileiro. Entretanto, esta Loja acabou sendo regularizada no rito Adonhiramita, pois não haviam rituais, cobridor do grau, constituição etc..

Em 1921, a Loja “Campos Salles” de São Paulo fundada em 12.01.1921 hoje uma Loja inglesa do Trabalho de Emulação, naquela época dissidente do GOB, mandou imprimir um Ritual que nada mais era que um plágio do Ritual de Emulação (chamado impropriamente de “Rito de York Inglês”) com algumas adaptações, com o nome de Rito Brasileiro. Neste período esta Loja não pertencia ao GOB, porque, segundo consta, teria havido fraude eleitoral no Poder Central, e o Grande Oriente Estadual de São Paulo sentindo-se lesado, em vista de tal problema, tornou-se dissidente, desligando do GOB e, uma vez independente, levou 62 (sessenta e duas) Lojas consigo nessa dissidência. Em verdade, até l92l, não existiam Rituais do Rito Brasileiro, sendo que, para se compilar os três primeiros graus usou-se como base o Ritual de Emulação traduzido por .J.T. Sadler em l920 do inglês e impresso pelo Grande Oriente do Brasil. Estes Rituais foram adotados e aprovados com algumas modificações, pelo Grande Oriente Independente de São Paulo em 26.08.1921, como sendo do Rito Brasileiro. Não se cogitou nesta ocasião dos graus superiores.

A Loja “Campos Salles” após serenados os ânimos voltou ao seio do GOB, porém, trocando de Rito, primeiro para o REAA, logo depois para o Trabalho de Emulação(“York Inglês”) Depois de iniciada a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) voltou-se novamente a falar em Rito Brasileiro. Em Sessão do Grande Conselho Geral do Grande Oriente do Brasil de 22.07.l940 (página 109 do Boletim n° 7 e 8 de Julho e Agosto) na Ordem do Dia, usa da palavra o Capitão Octaviano Bastos e “procede a leitura da Constituição do Rito Brasileiro, a qual é aprovada por unanimidade. O Projeto de Lei obtivera parecer favorável da Comissão de Legislação dispondo:” “O Grão Mestre fica autorizado:

1. A ativar o funcionamento do Rito Brasileiro, de conformidade com sua Constituição, e a iniciar a formação de seu “Conclave”, nomeando os seus primeiros fundadores. 2. A estimular a instalação da primeira Oficina do Rito, dispensando todas as taxas a que estiver sujeita e, bem assim os emolumentos dos três primeiros profanos que nela se iniciarem 3. Conceder favores idênticos ás Oficinas que passarem a funcionar segundo o Rito Brasileiro, dentro do prazo de 180 dias renunciando o regime capitular 4. A providenciar junto ao “Conclave”, para que aos Maçons Capitulares dessas Oficinas sejam concedidos títulos do Rito Brasileiro, correspondentes aos altos graus possuídos, com o fim de constituírem os respectivos corpos”

O Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, irmão Joaquim Rodrigues Neves através do Ato 1617 de 03.08.1940 autoriza a organização do Rito. O mentores principais deste movimento foram o Irmão Alvaro Palmeira, que viria posteriormente ser Grão Mestre do GOB e Octaviano Bastos, alem de outros. Realizaram três reuniões em 1940, quatorze em 1941, fundaram um Conclave em 17.02.1941, segundo Octaviano Bastos, constando da ata onze assinaturas como sendo os organizadores do Conclave e Fundadores do Rito. Foram fundadas algumas Lojas, alem de outras que passaram a adotar o Rito, estabeleceram insígnias, colares dos cargos, criaram os aventais, medalhas e usaram aquele já citado Ritual de 1921. Era o novo Rito apesar das dificuldades, se impondo aos poucos, tal qual uma criança que está crescendo.

* Ainda em 1941 foi publicada uma Constituição contendo 19 artigos O Ritual era uma cópia do Rito de York, acrescentando a Palavra de Passe para “Cruzeiro do Sul” e o Rito era então composto de três graus: Aprendiz Companheiro e Mestre e mais quatro títulos de Honra

4º Cavaleiro do Rito 5º Paladino do Dever 6º Apóstolo do Bem Público 7º Servidor da Ordem,da Pátria e da Humanidade

Foi determinado- que estes títulos seriam equivalentes para os visitantes a saber; Cavaleiro do Rito- 4º seria equivalente ao grau 18 Paladino do Dever 5º seria equivalente ao grau 30 Apóstolo do Dever 6º – seria equivalente ao grau 31 Servidor da Ordem da Pátria, e da Humanidade 7º seria equivalente ao grau 33. Em 18.09.1942 em uma Sessão de Emergência no Rio de Janeiro no Rito Brasileiro na Loja “Brasil”, foi iniciado sendo imediatamente elevado ao grau 03, por motivos políticos evidentemente, alem de um outro profano, o Coronel Manoel Viriato Dornelles Vargas, irmão carnal do Presidente Getulio Vargas, o qual tinha um outro Irmão também maçom o Cel. Protasio Vargas. Acresça-se que o pai de Getulio Vargas, o General Manoel Nascimento Vargas, herói da Guerra do Paraguai, e combatente da Revolução Federalista ao lado das forças legalistas, foi iniciado em São Borja no dia 24.08.1876 na Loja “Vigilância e Fé”.

Entretanto, o Grão-Mestre Joaquim Rodrigues Neves posteriormente, por problemas havidos com os mais importantes membros do Rito Brasileiro através dos Decretos 1843,1844 e 1845 datados de Março de 1944 suspende os direitos maçônicos de vários “Servidores da Pátria e da Ordem” e entre eles os do Irmão Alvaro Palmeira, seu Grão-Mestre Adjunto, do Irmão Capitão Octaviano Menezes Bastos, Alexandre Brasil de Araújo, Carlos Castrioto e do Coronel Dilermando de Assis, todos considerados como organizadores e fundadores do Rito em 1940. Estava acontecendo mais uma briga interna no GOB, com situações complexas que não vem ao caso comenta-las. Alvaro Palmeira e seu grupo funda a Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro quando em 1948, ele passa a fazer parte do Grande Oriente Unido, outra Potência dissidente a qual foi finalmente incorporada Grande Oriente do Brasil em 22.12.1956. Tudo voltou ao “normal” daí há algum tempo, quando o Irmão Alvaro Palmeira e seus seguidores voltaram ao GOB, e voltaram politicamente fortes.

Somente em 13.03.1968 quando o Irmão Alvaro Palmeira, que sempre batalhou pelo Rito, então Grão-Mestre do GOB, através do Ato 2080 renovou os objetivos do Ato n° l6l7 de l940. Com o apoio agora firme do Grão-Mestre foi mais fácil o Rito ser uma realidade, e começar a crescer. Foi talvez o renascimento do Rito, quiçá considerado por alguns autores como o ano de sua verdadeira fundação. Podemos dizer que a partir daí realmente o Rito começou a se encontrar. Alvaro Palmeira fez as alterações que deveriam ser feitas, deu nova feição aos Rituais com emendas na Constituição e outras providências, nomeou uma comissão de 15 Irmãos com amplos poderes para revisar e reestruturar todo o Rito, para coloca-lo dentro das exigências internacionais para ser tornar um Rito regular, dando-lhe uma abrangência universal, separando os graus simbólicos dos filosóficos. Em 10.06.1968 foi firmado um “Tratado de Amizade e Aliança” entre o GOB e o Supremo Conclave do Rito Brasileiro e ratificado pela Soberana Assembléia Legislativa em 27.07.1968. Em 1973, infelizmente, ocorreu mais uma grave cisão na Maçonaria Brasileira. Após desentendimentos entre a cúpula do GOB e alguns Grão-Mestres Estaduais, cerca de dez Grandes Orientes saíram do GOB, constituindo a hoje chamada COMAB (Confederação da Maçonaria Brasileira).

Após esta cisão, Lojas do Rito Brasileiro dos Grandes Orientes dissidentes ficaram sem cobertura para seus graus filosóficos. Em Cataguases, Minas Gerais em 10.02.l974 foi fundado um Supremo Conclave Autônomo para o Rito Brasileiro pelo Irmão Lysis Brandão da Rocha e mais alguns Irmãos de real envergadura, para dar assistência filosófica às Lojas do Rito em Minas Gerais. Este Supremo Conclave que teve Lysis como seu 1° Grande Primaz foi registrado como personalidade jurídica no Cartório de Registro Geral das Pessoas Jurídicas de Cataguases-Mg. sob o n.º 460 como “Conclave dos Servidores da Ordem e da Pátria – Supremo Conclave Autônomo para o Rito Brasileiro”. Este Supremo Conclave foi fundado pelo menos inicialmente, para atender as Lojas no Estado de Minas Gerais, que estavam a descoberto em seus graus superiores antes de realizar tratados com outros Grandes Orientes de outros Estados.

Desta forma passou existir no Brasil dois Supremos Conclaves. Um ligado ao GOB e outro ligado à COMAB. Entretanto, a bem da verdade, ambos trabalham em prol do engrandecimento do Rito Brasileiro. O Rito Brasileiro não tem o reconhecimento das Grandes Lojas do Brasil. O Supremo Conclave Autônomo de Cataguases fez vários tratados de Amizade com os Grandes Orientes dissidentes regendo atualmente o Rito na COMAB. O Rito Brasileiro hoje, quer no GOB quer na COMAB é o segundo Rito mais difundido entre os Ritos adotados no Brasil. Novas Lojas estão sendo fundadas, a sua maneira harmoniosa de ser executado, os seus propósitos cívicos, morais, históricos e culturais, estão fazendo a cada dia mais adeptos. Ele vem se firmando cada vez mais e vem encontrando sua identidade a qual dentro de mais alguns anos estará completamente formada.

Convém frisar que o Rito Brasileiro é patriótico sem ser nacionalista ou xenófobo. Tanto é verdade que ele prega que “ Constitue um dos altos objetivos do Rito o incentivo e a prática do Civismo em cada Pátria”. Ele desde que adaptado a qualquer país, poderá, poderá ser usado como sendo o Rito daquele país. Os graus superiores do Rito são transparentes, modernos, objetivos, fluentes e lindos. Alem de seu desenrolar ser escrito em linguagem moderna e bastante compreensível, não existe aquela autoimprecação onde o elevando na hora de seu juramento fica chamando sobre si as piores pragas e os maiores e trágicos castigos caso seja considerado um mau adepto. O Rito Brasileiro confia mais na palavra do maçom. A palavra de um Homem tem muito mais valor que um juramento forçado, pueril e ambíguo.

É Um Rito Teísta e a sua concepção de Deus é que ele seja o Supremo Arquiteto do Universo, e não Grande Arquiteto do Universo, pois “grande” não define bem profundidade da idéia de Deus para os maçons do Rito Brasileiro, uma vez que “grande” é um epíteto muito usado freqüentemente para definir coisas imensas. Porem se respeita as concepções de outros Ritos sem quaisquer restrições. Em que pesem os inimigos do Rito Brasileiro, apesar de todos os seus percalços, ele está aí, ele existe, e vai continuar crescendo dentro de seu espaço, sem molestar ou interferir nos outros Ritos, os quais respeita sem contesta-los.

Atualmente o Rito tem trinta e três graus contando com os três primeiros:

Aprendiz, Companheiro e Mestre

Simbólicos

* 1)Aprendiz

* 2)Companheiro

* 3)Mestre

Filosóficos

* 4) Mestre da Discrição

* 5) Mestre da Lealdade

* 6) Mestre da Franqueza

* 7) Mestre da Verdade

* 8 ) Mestre da Coragem

* 9) Mestre da Justiça

* 10) Mestre da Tolerância

* 11) Mestre da Prudência

* 12) Mestre da Temperança

* 13) Mestre da Probidade

* 14) Mestre da Perseverança

* 15) Cavaleiro da Liberdade

* 16) Cavaleiro da Igualdade

* 17) Cavaleiro da Fraternidade

* 18) Cavaleiro Rosa-Cruz ou da Perfeição

* 19) Missionário da Agricultura e da Pecuária

* 20) Missionário da Indústria e Comércio

* 21) Missionário do Trabalho

* 22) Missionário da Economia

* 23) Missionário da Educação

* 24) Missionário da Organização Social

* 25) Missionário da Justiça Social

* 26) Missionário da Paz

* 27) Missionário da Arte

* 28) Missionário da Ciência

* 29) Missionário da Religião

* 30) Missionário da Filosofia. Kadosh Filosófico

* 31) Guardião do Bem Público

* 32) Guardião do Civismo

* 33) Servidor da Ordem da Pátria e da Humanidade

Distribuição de Graus

Estes graus se distribuem através da várias Oficinas litúrgicas da seguinte maneira:

* 1. Sublimes Capítulos ( Graus 4 ao 18) dedicados à Cultura Moral

* 2. Grandes Conselhos Filosóficos ( Câmaras dos graus 19 a 30 –Kadosh)dedicados

à cultura artística, científica, tecnológica, e filosófica.

* 1. Altos Colégios ( graus 31 e 32) dedicados à cultura cívica

* 2. Supremo Conclave dedicado à síntese humanística.

O Rito Maçônico Brasileiro, é na verdade um Rito da Maçonaria Universal que expressa a essência-nuclear dos ensinos da Ordem Maçônica que são puramente Científicos e Filosóficos, o que igualmente beneficia a espiritualidade pessoal e coletiva, já que tudo o que fazemos e aprendemos e que de fato seja certo ou digno, nos beneficia positivamente a nossa Eterna Evolução Intelectual e Espiritual!

Referências

COLETÂNEA MAÇONICA – Irmão LYSIS BRANDÃO DA ROCHA – 1987. COLETÂNEA “BIGORNA” 2º volume – KURT PROBER Bigornas n.º 36 de 06/85. n.º 59 de 08/86. HISTÓRIA DO SUPREMO CONSELHO DO GRAU 33:. DO BRASIL Irmão KURT PROBER 1981. ACHEGAS PARA A HISTÓRIA DA MAÇONARIA NO BRASIL – Isa Ch’an – Irmão KURT PROBER – Volume 3 1981 – Origem do “Rito Brasileiro” no do GOB. BOLETINS DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL DE 1914 a 1919 e 1940 a 1944.

Fonte: Rito Brasileiro da Wikipédia em http://pt.wikipedia.org/wiki/Rito_Brasileiro