Ilustração dos Graus do rito Escocês e no rito de York

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2 Respostas to “Ilustração dos Graus do rito Escocês e no rito de York”

  1. Paulo Sérgio dos S. Braga Says:

    O Rito de York.

    Divulgando para conhecimento dos Ir.´. desta Materia Importante.

    História do Rito de York
    Ir Nêodo Ambrósio de Castro
    neodoac@terra.com.br
    Praticado pelos maçons da cidade inglêsa de York, após 1816 passou a chamar-se Rito de Emulação (Emulation Ritual). Por uma questão de reformulação os ingleses nunca aceitaram o título “Rito de York” razão pela qual esse nome só prevalece fora da Grã Bretanha. Durante a Maçonaria Operativa não o chamavam de Rito e possuía somente um grau. Após o imgresso dos Maçons Aceitos criaram o segundo grau “Companheiro” e o terceiro grau somente a partir de 1725, mantendo-se esta característica até 1740, quando foram introduzidos os Altos Graus. Após a reforma Ritualística de 1816 ficou apenas com três graus e um apêndice do 3º Grau, chamado Real Arco Sagrado.

    Foi introduzido no Brasil em 1837, pela Loja Orphan Lodge, subordinada à Grande Loja Unida da Inglaterra. A primeira Loja a trabalhar no Rito, ligada à uma Potência do país foi a Eureka Lodge do Grande Oriente do Brasil que em 1891 adotou o Ritual de Emulação.

    Em 1920, um ritual em português impresso em Londres e reconhecido pela Grande Loja Unida da Inglaterra começou a ser usado no Brasil.

    RITUALISTICA
    Estando os Obreiros reunidos, um hino de abertura pode ser cantado. Iniciando-se a reunião, o Ven. Mestre abre os trabalhos com um golpe de Malhete seguido pelos Vigilantes. Após a verificação pelo Guarda do Templo, todos ficam de pé e à ordem.

    Cumpridas as normas ritualísticas iniciais, o Venerável Mestre declara aberta a Loja, aplicando os golpes de malhete, no grau, repetidos pelos Irmãos Vigilantes. O Segundo Diácono abre o painel da Loja e o Guarda Interno (Guarda do Templo) dá as batidas na porta que são respondidas pelo Guarda Externo, retornando ao seu lugar, (à esquerda de quem entra). O Capelão ou Ex-Venerável abre o Livro das Sagradas Escrituras (Livro da Lei), compondo com o Esquadro e o Compasso (neste Rito as pontas do Compasso ficam viradas para o Venerável Mestre.

    Entre a abertura e encerramento dos trabalhos existe uma pausa. O Venerável Mestre ordena ao Segundo Vigilante fazer a chamada aos Obreiros para o descanso e, depois, para retornarem ao trabalho.

    O encerramento dos trabalhos é feito pelo Primeiro Vigilante (quando o Primeiro Vigilante afirma que seu lugar é no Ocidente para assinalar o ocaso do sol e encerrar a Loja, após verificar se todos os Irmãos estão plenamente satisfeitos, realmente, neste Rito isso acontece).

    A localização do Primeiro Vigilante fica na mesma linha do Venerável Mestre, no Ocidente, e não no canto esquerdo da Loja, à Noroeste. Formando, com o Venerável Mestre e o Segundo Vigilante, um triângulo cuja base está voltada para a coluna do Norte.

    Outra particularidade deste Rito é o encerramento dos trabalhos feito pelo Irmão Primeiro Vigilante. É ele quem, realmente, encerra os trabalhos e fecha a Loja e não o Venerável Mestre, como em alguns outros Ritos.

    INICIAÇÃO
    O Ritual de iniciação do Rito de York (tradução de 1920 pelo Irmão Joseph Thomaz e Wilson Sadler – impresso em Londres e reconhecido pela Grande Loja Unida da Inglaterra) traz expressas e detalhadas recomendações sobre os cuidados com as interpretações individuais.

    Nesse Ritual, na cerimônia de iniciação não existem as provas referentes aos quatro elementos e nem as três viagens, mas existem as perambulações, durante as quais é o Segundo Diácono quem instrui e conduz o candidato.

    Durante o ato é lida pelo Capelão ou pelo Venerável Mestre uma belíssima Oração ao Supremo Árbitro dos Mundos. As perguntas feitas ao candidato são respondidas, também com o auxilio do Segundo Diácono.

    Antes de receber a luz o candidato é consultado, pelo Venerável Mestre, se está decidido a prestar um solene juramento. Sendo a resposta negativa, este é retirado do recinto, sendo positiva, ele presta o juramento. A última pergunta do Venerável Mestre é sobre o desejo predominante no coração do candidato. A resposta é LUZ. Encerrando com esclarecimentos ao candidato, através de três lições denominadas “Alocução”, “Prática” e “Preleção”.

    RITO DE YORK

    Matéria cedida por: Ir Anatoli Oliynik –
    anatoli@netpar.com.br – Gr. Sec. Geral Adj. para o Rito de York do G.O.B. Os procedimentos do Rito de York são os mais antigos e os mais praticados em todo o mundo. Estima-se que cerca de 85% dos maçons os pratiquem.

    A Grande Loja de Londres juntamente com as Grandes Lojas da Escócia e Irlanda, fundadas em 1717, 1725 e 1736, respectivamente, constituem as três mais antigas do mundo.
    Na Inglaterra não havia denominação para rito tal como é hoje (Escocês, Francês, Adonhiramita etc). Poder-se-ia dizer que, para os ingleses, rito é o maçônico e ritual é um procedimento, uma prática especifica, o que eles chamam de working.

    No Brasil costuma-se confundir Rito de York com Emulation Ritual, pensando que o segundo é também um rito. O primeiro é um rito, e o segundo, é um ritual utilizado pelo primeiro, conhecido no Brasil como ritual de Emulação. O Rito de York abriga em torno de sete tipos de rituais que muito se assemelham entre si cujas práticas variam de acordo com as regiões na Inglaterra. São eles: o Emulation, o Logic, o Taylor’s; o Alfaiate; o Bristol, o Stability e o West End.

    Até 1717 as lojas Maçônicas eram livres, isto é, não havia uma obediência que as aglutinassem. Com a fundação da Grande Loja de Londres algumas lojas inglesas passam a se subordinar a uma obediência central. Na cidade de York as lojas maçônicas continuaram independentes até 1751, quando surge uma Grande Loja rival denominada Grande Loja da Inglaterra ou Grande Loja de York.

    Com a rivalidade entre as duas Grandes Lojas, a denominação Rito de York começa a tomar corpo. Na verdade, ainda não se trata de um rito, mas sim do procedimento adotado pelos maçons de York que divergiam em alguns poucos pontos dos procedimentos adotados pelos maçons de Londres. Com isso a denominação acaba se consagrando. Na prática, não havia diferenças ritualísticas acentuadas que pudessem ser caracterizadas nos procedimentos ritualísticos da Grande Loja de Londres e Grande Loja de York. Na realidade trata-se de um mesmo procedimento, praticado tanto pelos “Antigos” quanto pelos “Modernos”.

    Rito de York por meio de seus procedimentos ritualísticos, é o mais próximo da maçonaria operativa, anterior a 1717.
    Em 1813 ocorre a união [Act of Union] firmado entre as duas Grandes Lojas rivais inglesas dando origem a Grande Loja Unida da Inglaterra. A partir da união, vários rituais foram autorizados e escritos, dentre eles o ritual de Emulação.

    Atualmente, há 157 Grandes Lojas no mundo, das quais a Grande Loja Unida da Inglaterra reconhece 107. Isso não implica dizer que as 50 Grandes Lojas não reconhecidas, sejam consideradas espúrias ou irregulares – simplesmente, não são reconhecidas. É difícil precisar, exatamente, o número de lojas maçônicas no mundo. Sabe-se que há, aproximadamente, 50 mil lojas em jurisdições reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra.

    A Inglaterra com cerca de 48 milhões de habitantes e perto de 700 mil maçons, é a maior jurisdição, com 8.578 Lojas.
    Na Capital – LONDRES -, com 7 milhões de habitantes na área metropolitana, existem cerca de 1.648 lojas maçônicas, com 150 mil maçons, aproximadamente.

    Os EUA possuem 50 Grandes Lojas, com aproximadamente, 15 mil lojas maçônicas e 4 milhões de maçons. Com 50 jurisdições os Estados Unidos contam com cerca de metade de todas as Grandes Lojas reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra, Irlanda e Escócia. Dos 4 milhões de maçons dos Estados Unidos, 3 milhões são do Rito de York, ou seja 75%. Entretanto, é oportuno frisar que o Rito de York praticado nos Estados Unidos difere do praticado na Inglaterra.

    O Rito de York, na Inglaterra, não possui graus filosóficos. Apenas uma extensão do terceiro grau que não se constitui num grau. Esta extensão do terceiro grau, praticada pelos Capítulos ingleses, denomina-se, Real Arco ou Arco Real. Nos EUA, ele é constituído pelos 3 graus simbólicos e 4 graus filosóficos. Estas não são as únicas diferenças. Existem outras de ordem ritualística. Recomenda-se pois, não fazer comparações entre ambos os países.
    No Brasil, as lojas maçônicas federadas ao Grande Oriente do Brasil adotam a linha inglesa ou seja, o Rito de York e o ritual de Emulação [Emulation Ritual]. Entretanto, existem muitas lojas ligadas a outras obediências que praticam o “iorques” ou seja, uma mistura entre o Rito de York e o Escocês que acaba resultando numa verdadeira barbárie ritualística. O total de maçons no mundo, em números exatos, é difícil de ser calculado, porque as informações não são completas. Entretanto, pode-se compor os quadros a seguir:

    PAÍS LOJAS MAÇONS

    Inglaterra – 8.578 – 700.000
    Escócia – 5.700 – 400.000
    Irlanda – 1.100 – 60.000
    Estados Unidos – 15.000 – 4.000.000
    Canadá – 5.000 – 250.000
    América do Sul – 9.000 – 450.000
    Australásia – 7.500 – 375.000
    Filipinas – 210 – 10.500
    Europa Continental – 1.300 – 65.000
    Nova Zelândia, japão, Índia, etc. – 5.000 – 200.000

    RITO DE YORK (Emulation Rite)
    Por Anatoli Oliynik Gr. Sec. Geral Adj. para o Rito de York do G.O.B.

    O Rito de York é o rito mais antigo e o mais praticado em todo o mundo. Estima-se que cerca de 85% dos maçons o praticam. A Grande Loja de Londres juntamente com as Grandes Lojas da Escócia e Irlanda, fundadas em 1717, 1725 e 1736, respectivamente, constituem as três mais antigas do mundo. Na Inglaterra não havia denominação para Rito tal como é hoje (Escocês, Francês, Adonhiramita etc). Poder-se-ia dizer que, para os ingleses, rito é um procedimento, uma prática e não uma denominação especifica.

    Até 1717 as lojas maçônicas eram livres, isto é, não havia uma obediência que as aglutinassem. Com a fundação da Grande Loja de Londres algumas lojas inglesas passam a se subordinar a uma obediência central. Na cidade de York as lojas maçônicas continuaram independentes até 1751, quando surge uma Grande Loja rival denominada Grande Loja da Inglaterra ou Grande Loja de York. Com a rivalidade entre as duas Grandes Lojas, a denominação Rito de York começa a tomar corpo. Na verdade, ainda não se trata de um rito, mas sim do procedimento adotado pelos maçons de York que divergiam em alguns poucos pontos dos procedimentos adotados pelos maçons de Londres. Com isso a denominação acaba se consagrando. Na prática, não havia diferenças ritualísticas acentuadas que pudessem ser caracterizadas nos procedimentos ritualísticos da Grande Loja de Londres e Grande Loja de York.

    Na realidade trata-se de um mesmo procedimento, praticado tanto pelos “Antigos” quanto pelos “Modernos”. Rito de York ou Emulation Rite é o rito mais próximo da maçonaria operativa, anterior a 1717. Em 1813 ocorre a união entre as duas Grandes Lojas rivais inglesas que deu origem a Grande Loja Unida da Inglaterra, cujo procedimento maçônico passa a denominar-se Emulation Rite [Rito Emulação]. Portanto, por força do Act of Union firmado pelas duas Grandes Lojas rivais, a denominação Rito de York deixa de existir, pelo menos formalmente. A nova denominação foi adotada para que não ficasse caracterizado que a Grande Loja de Londres submeteu-se a Grande Loja de York cujo rito, até a época da união, denominava-se “Rito de York”. Atualmente, há 157 Grandes Lojas no mundo, das quais a Grande Loja Unida da Inglaterra reconhece 107. Isso não implica dizer que as 50 Grandes Lojas não reconhecidas, sejam consideradas espúrias ou irregulares – simplesmente, não são reconhecidas. É difícil precisar, exatamente, o número de lojas maçônicas no mundo.

    Sabe-se que há, aproximadamente, 50 mil Lojas em jurisdições reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra. A Inglaterra com cerca de 48 milhões de habitantes e perto de 700 mil maçons, é a maior jurisdição, com 8.578 Lojas. Na Capital – LONDRES – , com 7 milhões de habitantes na área metropolitana, existem cerca de 1.648 lojas maçônicas, com 150 mil maçons, aproximadamente. Os E.U.A. possuem 50 Grandes Lojas, com aproximadamente, 15 mil lojas maçônicas e 4 milhões de maçons. Com 50 jurisdições os Estados Unidos contam com cerca de metade de todas as Grandes Lojas reconhecidas pela Grande Loja Unida da Inglaterra, Irlanda e Escócia. Dos 4 milhões de maçons dos Estados Unidos, 3 milhões são do Rito de York, ou seja 75%. Entretanto, é oportuno frisar que o Rito de York praticado nos Estados Unidos difere do Emulation Rite praticado na Inglaterra.

    O Emulation Rite, na Inglaterra, não possui graus filosóficos. Nos E.U.A., o Rito de York é constituído pelos 3 graus simbólicos e 4 graus filosóficos. Estas não são as únicas diferenças. Existem outras de ordem ritualística. Recomenda-se pois, não fazer comparações entre ambos os ritos. No Brasil, as lojas maçônicas federadas ao Grande Oriente do Brasil adotam a linha inglesa ou seja, o Emulation Rite apesar do uso da denominação “Rito de York” que acabou se consagrando. Entretanto, existem muitas lojas ligadas a outras obediências que praticam o “iorques” ou seja, uma mistura entre o Rito de York (linha americana) e o Escocês que acaba resultando numa verdadeira barbárie ritualística.

    O total de maçons no mundo, em números exatos, é difícil de ser calculado, porque as informações não são completas, mas estima-se que 5.500.000 praticam o RITO DE YORK, ou seja: 85%. Há, naturalmente, erros mas que não afetam o resultado final. ALGUMAS COMPARAÇÕES COM O RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO Não tem no Rito de York: A Palavra Semestral; Cadeia de União. (não deve ser formada em hipótese alguma). Sessões Especiais (todas são regulares).

    Câmara de Reflexões. Espadas dentro da loja (o único que usa a espada é o G.E.). Bolsa de Propostas e Informações. Passos para entrada na loja. Cartão de visitante (quando o visitante exige, o M.L. solicita que o Irm. Sec. encaminhe uma carta diretamente à loja do visitante, informando a visita).

    Altar dos Juramentos (não há altares na loja, as mesas do M.L., P.V. e S.V., são retangulares e chamadas de Pedestais).
    Transmissão da Palavra Sagrada. Cálice da Amargura (na iniciação). Consagração pela Espada e o Malhete. Espada Flamejante. Prova dos Elementos. Tríplice abraço. Os três pontinhos; (deve ser abolido, das abreviaturas e também das assinaturas).

    Diferença de nível entre o Or. e Oc.. Separação física entre o Or. e Oc. (grade). Os cargos de: Orador, Chanceler, Experto, Porta Estandarte e Porta Espada. Corda de 81 nós. Candidatura para o cargo de Mestre da Loja (não há disputa pelo cargo, há uma linha de sucessão). Nenhum assunto administrativo pode ser discutido em loja aberta; Nenhum candidato é reprovado no escrutínio secreto em loja aberta. (os candidatos são avaliados e pré-aprovados em reunião administrativa). Não se usam, no Rito, as palavras: Balaústre ou Peça de Arquitetura. Usa-se: ATA, EXPEDIENTE ou PALESTRA, CONFERÊNCIA. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DO RITO DE YORK Há somente um livro de ATAS para todos os graus – todas as ATAS são escritas, lidas e aprovadas no Primeiro Grau.

    O Ritual não deve ser lido em loja. É todo memorizado. Somente o P.M.I. pode permanecer com o Ritual aberto, pois ele funciona como ponto para ajudar um Irm., num esquecimento ocasional. Os cargos eletivos são somente três: o M.L., o Tes. e o Guardião. Na sessão anterior a da eleição, um Irm., secundado por outro, (toda proposta feita em Loja Aberta, tem que, necessariamente, ser secundada por outro Irm., caso contrário, não será considerada).

    Propõe o nome do M.L. e solicita que este indique o nome do Tes. e do Guardião. Estes portanto, serão os nomes que serão eleitos na sessão seguinte. É da tradição do rito, não haver disputa de cargos em hipótese alguma. A linha de sucessão deve ser respeitada, para que a harmonia e a união entre os irmãos seja mantida.

    Os demais cargos são de livre escolha do M.L.. Todas as reuniões de Loja Aberta são regulares, a saber: (a) Iniciação; (b) Passagem; (c) Elevação; (d) Instalação do Mestre da Loja (e) Dedicação do Templo. Não existe a denominação de sessões magnas, econômicas etc.

    As perguntas feitas pelo M.L. aos Candidatos à Passagem ou Elevação, são feitas na mesma sessão da respectiva cerimônia, e suas respostas não são apreciadas pela Loja, isto é, são sempre aprovados. Não é permitido o uso do Balandrau para os membros da Loja. O traje é preto ou escuro e gravata preta longa ou combinada com o terno quando escuro.

    Aos visitantes é permitido o uso do balandrau (desde que não sejam do Rito). O M.L. é o único que pode falar sentado na Loja. Os demais, falam de pé e à ordem e com o passo. As batidas são t., em todos os Graus, a diferença é no ritmo. Não há maçonaria Filosófica no Rito. Haverá, sempre, uma cadeira vaga à esquerda do M.L., (para quem olha para o Pd.) destinada ao Grão-Mestre ou seu Adjunto. Nenhum Oficial tem direito de reclamar promoção quando entra na linha de sucessão.

    A linha de sucessão: (1) Guarda Interno; (2) Segundo Diácono; (3) Primeiro Diácono; (4) Segundo Vigilante; (5) Primeiro Vigilante; (6) Mestre da Loja. Em nenhuma procissão é permitido que algum Irm. ficar entre o M.L. e seus VVig.. Se houver uma ODE de abertura ou música apropriada, deve ser cantada ou executada antes de abrir a Loja – Se houver uma de encerramento, depois da Loja fechada. (não usar música durante os trabalhos em Loja Aberta).

    No primeiro ou segundo levantamento, se houver alguma mensagem oficial ou Decreto do Grão-Mestre para ser lido, o D.C. pede aos IIrm. que fiquem de P. e à ordem. O M.L. não se levanta para apresentar os instrumentos de trabalho em qualquer grau – nem na preleção após à iniciação. Numa visita o M.L. só deve oferecer o malhete ao Grão-Mestre, ou Adjunto – a nenhum outro. Na explanação da T.D., no Segundo Grau, todos os Oficiais permanecem em seus lugares. Quando o M.L. está ausente, deve ser substituído pelo P.M.I., se presente. Se o M.L. tiver que se ausentar por uns tempos, deve escolher entre os P.Ms. quem deve substituí-lo. (isso significa que o P.V. só substitui o M.L. em caso de impedimento definitivo e somente nestes casos).

    Na Procissão de saída, o P.M.I. não deve ir atrás, ou ao lado do M.L.. Não há lugar certo para ele, que é um dos P.Ms., simplesmente. O P.M.I. não é um Oficial da Loja. As comissões que constam dos Estatutos, têm a finalidade de atender aos regulamentos do Grande Oriente do Brasil (são estranhas para o Rito de York).

    Na verdade, o Rito tem duas comissões – a de Inventário, composta por dois membros escolhidos pelo M.L. para verificação e controle dos bens da Loja – a de Auditagem, com dois membros, para darem parecer ao Relatório apresentado pelo Tes., para ser votado no dia da instalação do novo M.L.. (O Tes. deve distribuir aos membros da Loja, cópia do Relatório, antes da reunião, a fim de que todos possam tomar conhecimento do mesmo, antes da votação. Deve ser aprovado por unanimidade. – O Tes. deve merecer o máximo de confiança, como todos os outros membros da Loja).

    Não há ordem para levantar-se ou sentar-se, nas reuniões. Salvo as exceções que constam do Ritual. Toda vez que o M.L. se levanta, todos se levantam e sentam-se depois que ele se sentar, sem necessidade de ordem. O único que pode falar sentado na Loja é o M.L. – Todos os demais falam de pé, com Pas. e Sn. Para falar não é necessário pedir ao M.L., basta levantar-se com Pas. e Sn. e aguardar a ordem para falar – Não há uma ordem estabelecida para concessão da palavra. Pode falar um Irm. do Or. depois outro de qualquer lugar da Loja, isto é, não há precedência – A palavra pode ser concedida a um Aprendiz ou Companheiro, depois que um Mestre ou P.M.I., ou qualquer autoridade tenha feito uso da palavra, salvo do Grão-Mestre Geral, Estadual ou Adjunto que falam por último.

    A MARCHA A marcha é sempre iniciada com o pé esquerdo. Nas Cerimônias (Iniciação, Passagem e Elevação) é obrigatório o esquadramento da Loja. Fora das Cerimônias não há um sentido obrigatório de caminhar na Loja. O Maçom não pode caminhar sozinho na Loja, terá que ser, sempre, conduzido pelo D.C., nas sessões regulares e pelos Diáconos, nas Cerimônias. SAUDAÇÕES ÀS AUTORIDADES As saudações às autoridades são feitas, logo após a Loja aberta, pelo D.C.. No caso ele vai ao centro da Loja e diz: “Irmãos, acha-se presente em nossa reunião o (cita o cargo do Irm. – Soberano, Eminente) Irmão F. … Peço-vos que fiqueis de pé (inclusive o M.L.) e o saudemos com “n” Sns., guiando-vos por mim – À Ordem IIrm.”

    Os IIrm. ficam à Ordem com o Pas. e o D.C. começa a fazer os Sns. (aquele em que a Loja esta aberta – geralmente no Primeiro Grau). O D.C. dá o Pas., coloca o bastão encostado no ombro direito, ele e todos juntos fazem o sinal e cortam batendo com ruído a mão direita na coxa direita, tantas vezes quantas o rank ao homenageado exigir, de acordo com o regulamento.

    Autoridade Nº de Vezes
    Grão-Mestre Geral 11
    Grão-Mestre Geral Adjunto; – Presidente AFL, STJ e Medalha D. Pedro II 9
    Grão-Mestre Estadual; – Gr. Sec. Geral; – Garante de Amizade; – Pres. Assembléia Legislativa 7
    Deputado Federal, Grão-Mestre Adjunto Estadual; – Gr. Sec. Estadual 5
    Membros do Conselho Estadual, Deputado Estadual; Past Master e Mestre de Loja 3

    A Loja por ter uma personalidade jurídica, passa a ter, virtualmente, dois Estatutos: Um, como Sociedade Civil para fins administrativos; Outro, da sociedade fraternal, para fins maçônicos baseados nos velhos preceitos. As leis maçônicas são de ordem moral e estão restritas à Instituição. Assim sendo, devem cingir-se, estritamente, à ritualística e à liturgia, sem gerar conflitos – vale dizer – sem colidir com a boa hermenêutica das leis civis. É tradição do Rito de York que os assuntos administrativos não sejam discutidos em Loja Aberta, porque são assuntos atinentes à Sociedade Civil e a Loja não deve ser perturbada com discussões.

    Na reunião administrativa todos votam, inclusive os aprendizes e companheiros, pois é uma reunião da Sociedade Civil. Em Loja Aberta, votam, somente, os Mestres, de acordo com os regulamentos (a votação é uma exigência do GOB). No Rito de York há uma forma especial para votação nas eleições. Todos os Irmãos votam, exceto os membros honorários – vide linha de sucessão. Os envelopes utilizados para correspondência de uma Loja do Rito de York não podem conter identificação (timbre da Loja, endereço e outros). Nenhuma correspondência pode ser identificada pelos profanos, como Maçônica.

    A administração de uma Loja Regular do Rito de York, consiste: Oficiais compulsórios Mestre da Loja, Primeiro Vigilante, Segundo Vigilante, Secretário Tesoureiro, Primeiro Diácono, Segundo Diácono, Guarda Interno e Guarda Externo. Estes oficiais são indispensáveis para composição e funcionamento de uma loja do Rito de York (Emulation Rite). Destes, apenas 3 (**) são eletivos. Os demais são de livre escolha do M.L. e por ele nomeados. Oficiais auxiliares (**) Capelão Diretor de Cerimônias Organista Esmoler Ass. do Diretor de Cerimônias Assistente do Secretário Mordomo Administrador da Caridade Administradores (**) Estes oficiais são facultativos e complementam a administração de uma loja do Rito de York. Todos eles são de livre escolha do M.L. e por ele nomeados.

    Obs.: Os cargos de Capelão, Diretor de Cerimônias, Secretário e Tesoureiro, devem ser exercidos, preferencialmente, por Past Masters. O Guarda Externo, obrigatoriamente por um Past Master. Cargos Eletivos: – Mestre da Loja; – Tesoureiro e – Guarda Externo. Todos os demais cargos, sem exceção, são de livre escolha do Mestre da Loja e por ele nomeados.

    REUNIÕES DA LOJA – A Loja deve ter, no mínimo, três reuniões mensais: 1 (uma) de Loja Aberta – ritualística; 1 (uma) de Administração – para assuntos da Sociedade Civil; 1 (uma) de Instrução. As reuniões de Instrução são reuniões de ensaio dos rituais da Loja (Primeiro Grau, Segundo Grau, Terceiro Grau, Iniciação, Passagem, Elevação, Instalação de Mestre da Loja e Dedicação do Templo). Portanto, não são semelhantes as instruções realizadas pelo R.E.A.A. Estas, no Rito de York, são denominadas: Palestras ou Conferências e só podem ser realizadas no Descanso da Loja.

    Ordem dos Trabalhos: Abertura e apresentação da Carta-Patente (O M.L. mostra-a ao Tes. sem falar); Leitura e confirmação da ATA da sessão anterior; Recebimento de Cartas e Comunicações. Agenda (assuntos do dia); Levantamentos 1º) Para assuntos do GOB; 2º) Para assuntos do G.O. Estadual e da Loja; 3º) Para assuntos pessoais. 7. Encerramento.

    Obs.: A Ordem dos Trabalhos, por não fazer parte do ritual, não exige rigor na sua estruturação. Pode apresentar pequenas variações tais como: a Agenda pode ser distribuída nos três levantamentos. Por exemplo: 1º Período: para assuntos da ordem maçônica universal e do Grande Oriente do Brasil; 2º Período: para assuntos do Grande Oriente Estadual e da Loja, além do expediente da secretaria; 3º Período: para assuntos pessoais e da bem-querença entre os irmãos.

    A REUNIÃO A critério da Loja, o início da reunião pode ser precedido de uma procissão, para a entrada do M.L. e seus Vigilantes. Se houver autoridade, G.M.G. ou G.M.E., haverá uma procissão especial e será obrigatória. A entrada de autoridades se dará depois da Loja aberta e após a leitura e confirmação da ATA e a saída, antes do encerramento. Nessa procissão, pode ser cantada uma ODE de abertura ou executada uma peça musical apropriada (gênero clássico). Antes da procissão todos os IIrm. já estão em Loja, em seus respectivos lugares, inclusive os visitantes não graduados. O D.C. pede a Loja que se levante para a entrada do M.L. (não precisa usar o Sn.). Após o encerramento há uma procissão para a saída do M.L. e seus Vigilantes, os P. Ms., no Or. podem ser convidados pelo D.C. para acompanharem – Pode, também, ser cantada uma ODE de encerramento ou executada peça musical apropriada.

    COMITÊ DE ASSUNTOS GERAIS Ninguém pode lançar-se candidato. No caso do P.V. não poder assumir, o Comitê de Assuntos Gerais composto de todos os P. Ms. da Loja e mais dois Ms. Ms. sob a direção do M.L., indicará o próximo Mestre a ser eleito e os demais Oficiais a serem eleitos ou nomeados pelo próximo Mestre da Loja.

    O COMPORTAMENTO EM LOJA Depende dos IIrm., da devoção que demonstrem em seus trabalhos, fazer de sua Loja um exemplo, onde transpire um envolvente magnetismo e se pratique um dos mais sublimes ideais maçônicos:
    A FRATERNIDADE. Os IIrm. devem assistir assídua e pontualmente as reuniões e se considerarem muito honrados por pertencerem ao quadro da Loja. devem manifestar profunda reverência para com a Ordem; devem ter alta consideração para com a Loja; devem saber que depende da sua ajuda, a plena magnetização do templo e a conservação desse magnetismo; devem estar conscientes de que são a própria alma da Maçonaria; E mais, que com o seu trabalho e comportamento, façam com que a loja se torne uma loja modelo, totalmente eficiente em seus trabalhos, de sorte que alguém que a visite possa impressionar-se pelo bom trabalho feito e pela força de sua atmosfera magnética. Curitiba, 16 de Janeiro de 1998.

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