Maçonaria expulsa Arruda

A Soberana Assembleia da maçonaria aceita pedido de expulsão de governador devido ao escândalo de corrupção

Veja no link: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI108736-15223,00-A+DERROTA+SECRETA+DE+ARRUDA.html

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, enfrenta ameaças bastante claras e públicas. Apontado por um ex-colaborador como chefe de um esquema de corrupção, nos próximos dias ele pode ser expulso de seu partido, o DEM. Arruda também pode sofrer um processo de impeachment na Câmara Distrital – apesar de essa possibilidade ser menor. Longe do domínio público, Arruda enfrenta também uma ameaça discreta, mas não menos danosa para sua carreira política. Na noite da quarta-feira (2), cerca de 40 integrantes da Soberana Assembleia Federal Legislativa da Maçonaria se reuniram em Brasília para discutir a situação de Arruda. A assembleia é uma espécie de Congresso Nacional da organização, da qual Arruda participa com o grau de “mestre”. Um dos integrantes da assembleia fez um pedido de expulsão de Arruda. A decisão  sairá em 15 dias, sem possibilidade de recurso.

A maçonaria é uma organização internacional formada exclusivamente por homens. Entre seus objetivos está “construir uma sociedade humana, fundada no Amor Fraternal, na esperança com amor a Deus, à Pátria, à Família e ao Próximo, com Tolerância, Virtude e Sabedoria e com a constante investigação da Verdade”. Em tese, antes de entrar para a maçonaria, qualquer um passa por uma espécie de investigação para atestar sua honestidade. Os preceitos da maçonaria envolvem hierarquia rígida e um forte simbolismo. Dentro da hierarquia, a ascensão de Arruda é considerada meteórica. Em apenas um ano, ele partiu de “aprendiz”, grau mais baixo da organização, passou por “companheiro”, grau intermediário, e chegou a “mestre”, posição que goza de prestígio e interfere nas decisões mais importantes da maçonaria. “A evolução geralmente leva três anos. Essa rapidez foi objeto de contestação”, afirma um maçom. De acordo com as regras, os maçons não podem se identificar ou dizer quem é maçom. Também não podem cometer deslizes éticos.

Arruda pode ser expulso da maçonaria pelos mesmos motivos que podem tirá-lo do DEM. O principal é o vídeo em que ele aparece pegando R$ 50 mil com o ex-secretário Durval Barbosa. Os maçons consideram inaceitável que um membro da organização protagonize a cena. Além das evidências de corrupção, a situação de Arruda é delicada porque sua relação com a maçonaria é turbulenta. Depois de muito tempo afastado, Arruda voltou ao convívio da comunidade em 2006, antes da campanha para governador. Arruda esteve no Aerópago de Brasília e repetiu o discurso de cinco anos antes, quando foi flagrado por ter violado o painel de votação do Senado. Declarou-se arrependido dos erros e prometeu que, se eleito, faria um governo voltado para “o povo”. Deu certo. Muitos “irmãos”, como os maçons se tratam, se engajaram na campanha de Arruda, inclusive com contribuições financeiras. “O pessoal está se sentindo enganado”, diz um maçom.

Apesar da discrição da reunião do dia 2 e dos efeitos jurídicos nulos, a eventual expulsão da maçonaria não é um fato a ser desprezado. Os maçons formam uma rede de amizades que foi bastante útil a Arruda para voltar ao poder. Depois de eleito, Arruda colocou em seu governo alguns companheiros de maçonaria. Entidades ligadas aos maçons também foram favorecidas em contratos com o governo do Distrito Federal. Uma delas é Fundação Gonçalves Ledo que, sem participar de licitação pública, receberá mais de R$ 20 milhões para conduzir programas geridos pela Secretaria de Ciência e Tecnologia. Uma pessoa ouvida por ÉPOCA disse que um dos defensores de Arruda é o grão-mestre do Distrito Federal, Jafé Torres. “Não confirmo nem desminto nada. Se alguém falou sobre alguma sessão, tem de ser punido. Isso é um dogma”, diz Torres.

Vejam também os comentários:
Almiro Jose xavier | GO / Sanclerlândia | 19/12/2009 09:52

É iaceitável a permanença do governador Arruda no seio da maçonaria depois do tamanho escândalo de corrupção no seu governo, principalmente sendo ele o mentor de toda a trama. A maçonaria procura promover o bem estar da pátria e da humanidade pelo aperfeiçoamento dos costumes, combatendo os erros e glorificando o direito, a jsutiça e a verdade. Na maçonaria só deve admitir no seio homens de bom caráter, de princípios morais e com espírito de fraternidade e que acredita no amor de Deus.

Luiz Daltro Aguiar Pinto | RS / São Francisco de Paula | 18/12/2009 15:56
Governador Arruda- “Mestre Maçom”?
Estamos entristecidos com vosso comportamento, governador. Fazemos, de forma permanente, um exercício saudável no sentido de melhorar nossas atitudes, de humanizar nossos atos, de servir aos infelizes e necessitados etc…e o GOVERNADOR nos dá um exemplo desse tipo? uma VERGONHA governador…A filosofia maçônica, que certamente é do vosso conhecimento, nos mostra o caminho da dignidade moral, cujo trilhar é nosso dever e, por ser do vosso conhecimento torna mais grave o seu procedimento. Lamentamos Governador. A nossa Ordem precisa de homens de BONS COSTUMES, para que possamos dar à Maçonaria o rótulo que ela merece.

JOEL MARTINI DE cAMPOS | SP / São Paulo | 15/12/2009 21:02
GRÃO MESTRE JAFÉ TORRES
Opás !!! Parece que os irmãos estão esquecendo do peixe graúdo o GRÃO MESTRE JAFÉ TORRES envolvido na licitação da FUNDAÇÃO GONÇALVES LEDO. Parece ser de R$ 20.000.000,00 ( vinte milhões ) o negócio. Então a notícia feita pela revista época escreve claramente que o grão mestre envolveu a FUNDAÇÃO no negócio. Até parece que virou jurisprudência usar uma FUNDAÇÃO de prestígio para fazer negociata, cópia do acontecido com a FUNDAÇÃO BUTANTAN, TFA para todos, Joel

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10 Respostas to “Maçonaria expulsa Arruda”

  1. Max Clark Says:

    Meu bisavô era Maçon e minha mãe conta a história de um homem que veio fugido de guerra, que construiu uma família grande e sempre foi um homem que batalhou muito, não gostaria de julgar o senhor Arruda, mas o seu comportamento está aquém da história da Maçonaria, ao menos dos valores e das histórias que minha mãe conta sobre seu avô. Errar é humano mas lutar para não entrarmos no erro é valoroso.

  2. Alan Teixeira Lemos Says:

    OLÁ. MEU NOME É ALAN TEIXEIRA LEMOS, TENHO 32 ANOS DE IDADE. SOU CASADO COM UMA ESPOSA MARAVILHOSA E ESPERAMOS NOSSO TERCEIRO FILHO QUE ESTA PARA NASCER.
    HÁ 5 ANOS TRABALHO COMO MOTORISTA DE VEICULO PESADO E SOU INDEPENDENTE. APESAR DE INACABADA TENHO CASA PRÓPRIA ONDE CONSEGUIMOS COM MUITO ESFORÇO E HONESTIDADE. TENHO O ANTIGO SEGUNDO GRAU E ACREDITO NA MINHA CAPACIDADE DE APRENDER.
    SEMPRE FUI ADMIRADOR DA MAÇONARIA E POR ESSE MOTIVO ESTOU ENVIANDO ESSE EMAIL NA ESPERANÇA DE UM DIA FAZER PARTE DESSA INSTITUIÇÃO. SEI QUE NÃO É FÁCIL E QUE LONGA É A CAMINHADA, MAS ESPERAREI COM ORGULHO E PACIÊNCIA POR ESSE DIA. NA VERDADE NÃO SEI MUITO SOBRE A ORDEM MAÇÔNICA, MAS TENHO ESTUDADO UM POUCO PELA INTERNET E CONFESSO QUE TENHO APRENDIDO ALGUMA COISA E ISSO AUMENTOU AINDA MAIS O DESEJO DE FAZER PARTE DESSA IRMANDADE.
    TALVEZ VOCÊ ME PERGUNTASSE NESSA HORA: – PORQUE QUER SER MEMBRO OU FAZER PARTE DA MAÇONARIA?…
    NA VERDADE SÃO MUITOS OS MOTIVOS:
    . POR SUA POSIÇÃO NA DEFESA DA LIBERDADE
    . POR SUA CONTRIBUIÇÃO NA ELABORAÇÃO CONSTITUCIONAL DO BRASIL
    . PELA SOLIDARIEDADE QUE CULTIVA EM RELAÇÃO AOS SEUS MEMBROS
    . PELAS EXIGÊNCIAS DE NATUREZA ÉTICA QUE FAZ PARA AQUELES QUE DESEJA NELA INGRESSAR
    . PELA SERIEDADE DA MAIORIA DOS MEMBROS QUE DELA FAZ PARTE
    QUERO SER MAÇOM PARA CORRER EM BUSCA DA VERDADE E ESTAR PRONTO PARA DEFENDÊ-LA. QUERO SER MAÇOM PARA APRENDER A LUTAR CONTRA MINHAS PRÓPRIAS FRAQUEZAS,COMBATER MINHAS PRÓPRIAS IGNORÂNCIA, ABOMINAR A CORRUPÇÃO E SE AFASTAR DE QUALQUER OUTRO CRIME. QUERO SER MAÇOM PARA CONSTRUIR DENTRO DE MIM UM TEMPLO E NELE ENCONTRAR A PAZ E A VERDADE.
    NÃO QUERO DIZER QUE PARA SER UMA PESSOA HONESTA, SINCERA E VERDADEIRA SEJA NECESSARIAMENTE SER UM MAÇOM. PORÉM SEI QUE PARA SER UM MAÇOM É NECESSÁRIO SIM SER UMA PESSOA DE BONS COSTUMES E CARREGAR PARA SEMPRE DENTRO DE SI A VERDADEIRA RESPONSABILIDADE DE UM MAÇOM.
    SEI TAMBÉM QUE NÃO SOU PERFEITO, MAS PROMETO QUE AO FAZER PARTE DESSA INSTITUIÇÃO LUTAREI AINDA MAIS EM BUSCA DA PERFEIÇÃO, MESMO SABENDO QUE SERÁ IMPOSSIVÉL NESSA VIDA ATINGIR ESSE OBJETIVO.
    PEÇO QUE ME DEREM A OPORTUNIDADE DE INGRESSAR NESSA LONGA CAMINHADA E DAREI EM TROCA DEDICAÇÃO E AMOR A OBRA MAÇÔNICA E SIGILO ABSOLUTO.
    NÃO TENHO UM GRANDE ESTUDO, MAS SEI QUE AO INGRESSAR NA MAÇONARIA ESTAREI INGRESSANDO NA MINHA PRIMEIRA FACULDADE E SEREI SEMPRE UM ETERNO APRENDIZ
    SE POSSIVEL FOR PEÇO AJUDA PARA INGRESSAR NESSA CAMINHADA E ESPERO UMA RESPOSTA.
    ALAN TEIXEIRA LEMOS
    END. RUA ANGELINO FERREIRA VINAGRE, 174
    JARDIM SÃO FRANCISCO
    SUMARÉ – SP
    FONE 19 8188 4083
    RG 37 384 535-2
    EMAIL. curio28@hotmail.com

  3. José Antônio Machado Says:

    CNJ afasta magistrados acusados de desvios no TJ-MT
    POR EURICO BATISTA
    Por unanimidade, o Conselho Nacional de Justiça condenou nesta terça-feira (23/2) sete juízes e três desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Eles são acusados de uso irregular de verbas com distribuição privilegiada de pagamentos atrasados. Parte da verba foi usada para sanear o rombo financeiro de loja maçônica integrada por alguns dos magistrados. Por conduta antiética, corrupção ativa e passiva, todos foram condenados à aposentadoria compulsória proporcional.
    Não se trata de improbidade administrativa, mas de condutas graves, ressaltou a conselheira Morgana Richa, ao acompanhar o voto do relator Ives Gandra Filho. O conselheiro Jefferson Kravchychyn foi incisivo. Disse que se trata de “uma quadrilha que assaltava do Tribunal de Mato Grosso”. Jorge Hélio Chaves foi além. Afirmou que “é preciso investigar mais, pois há indícios de questões muito mais graves, como esposa de magistrado recebendo até R$ 900 mil a título de indenização infundada”.
    O conselheiro Marcelo Nobre baseou seu voto em duas questões. Para ele, não pode ser considerado legal o pagamento de créditos prescritos, muito menos o servidor receber o pagamento e dar parte ao seu chefe. Já o conselheiro Marcelo Neves respondeu aos advogados de defesa que alegaram a necessidade de individualização da pena e a dosimetria. Para ele, a dosimetria será aplicada em outra instância, quando poderá até ser cassada a aposentadoria dos condenados. Ao CNJ coube aplicar o que prevê a lei, determinar a aposentadoria proporcional.
    O relatório de Ives Gandra Filho revela o desvio de R$ 4,5 milhões destinados ao pagamento de atrasados aos magistrados, dinheiro que teria de ser distribuído paritariamente a todos os juízes do Tribunal. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”, disse o relator ao explicar a conduta dos magistrados. Segundo ele, a distribuição de atrasados aos magistrados de Mato Grosso daria uma média de R$ 13 mil para cada, mas o valor é imensamente menor do que os envolvidos se auto-concederam. “Pagaram migalhas para alguns para fazer cortina de fumaça”, disse o relator ao revelar que somente o então presidente do TJ-MT recebeu R$ 1,2 milhão.
    O relatório
    Ives Gandra Filho iniciou ressaltando a dificuldade de julgar colegas, fato que ele só havia presenciado uma vez, em 2003. Disse que os acusados agiram fazendo com que os fins fossem mais importantes e válidos, quaisquer que fossem. “Não falo em venda de sentença, mas o magistrado tem de ter sentido ético mais profundo que os demais cidadãos”, disse.
    O ministro evitou o termo corrupção e falou em valores éticos. Para ele, alguns foram dissimulados ao dizer que não sabiam se era certo ou errado, fizeram porque era costume no tribunal. “Usei a expressão laranja porque alguns receberam um dinheiro que não era para ficar, era para passar à maçonaria. Tive dúvidas em condenar, porque receberam pressão, pois o dinheiro que foi para a maçonaria foi muito grande.” Para se defender, “os magistrados contaram histórias inverídicas”, disse o relator.
    Gandra disse que se ateve mais no controle interno feito pelo CNJ. Segundo ele, o princípio do contraditório foi plenamente respeitado porque o relatório foi colocado à disposição e abriu-se prazo para defesa. “Os próprios depoimentos dos requeridos, quando confrontados, vão dando claro todo o quadro e o que mais choca é que diante de tais fatos, os acusados questionaram qual o problema, onde está a falta de ética. Para mim, é a confissão de um esquema montado de desvio de verbas do tribunal, para a maçonaria”, disse Gandra.
    O presidente do TJ-MT, Mariano Travassos, lamentou profundamente a decisão do CNJ. Segundo ele, o julgamento “fugiu aos limites jurídicos para assumir condenável contorno político, vitimando o direito, a Justiça e atingindo de forma irreparável a instituição judiciária de Mato Grosso”. Ele destacou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal.
    Ele reiterou sua inocência em relação aos fatos imputados. Do ponto de vista jurídico, considerou absolutamente frágeis as alegações contra ele, “despidas de suporte fático-probatório”, com capacidade apenas de “ferir” a sua “dignidade e honra, já que, no decorrer de 30 anos de magistratura, jamais houve qualquer fato contrário à lisura de sua carreira, construída com ética, moralidade e respeito ao patrimônio público”.
    Os fatos
    Em agosto de 2003, a loja maçônica presidida pelo desembargador José Ferreira Leite criou uma cooperativa de crédito. Em dezembro de 2004, os gestores da entidade desfalcaram a cooperativa em R$ 1,7 milhão. A loja maçônica decidiu ingressar com ação para recuperar dinheiro, mas ainda não foi recuperado. Decidiram então assumir empréstimos para repassar à loja maçônica. Tomaram emprestados R$ 540 mil, mas isso não dava para cobrir a dívida.
    O presidente do TJ-MT e da loja maçônica, com colaboração de dois juízes auxiliares, fez gestões entre membros do Judiciário local para cobrir o rombo. Determinaram o pagamento de verbas atrasadas a eles próprios e a magistrados que participaram do esquema e pediram o dinheiro de volta, que foi devolvido. Os pagamentos eram feitos sem contracheque e somente a juíza Maria Cristina Oliveira Simões devolveu R$ 177 mil a Marcelo Souza de Barros. R$ 200 mil foram pagos a Juanita, que emprestou tudo à loja maçônica. Graciema recebeu R$ 185 mil e emprestou R$ 160 mil para loja maçônica. Entendeu que dinheiro tinha sido posto por engano na sua conta. Depois disse que na verdade era empréstimo.
    “O que mais chama atenção é que Dra. Graciema disse que não estava emprestando, era dinheiro depositado por engano”, disse o relator Ives Gandra Filho. Para ele, “magistrado não pode confundir estorno com empréstimo. Me parece uma pessoa que confessa qualquer coisa quando está sob forte pressão. Houve tentativa de salvar aquilo que antes já havia se mostrado realidade. Com a ajuda das magistrada somou-se R$ 937 mil, que ainda eram insuficientes. Mas, como não queriam socorrer a cooperativa com dinheiro próprio, de dezembro de 2004 a fevereiro 2005, concederam a eles mesmos, a título de atrasados, valores que sobrepujavam largamente os empréstimos feitos para a loja maçônica”.
    Segundo Ives Gandra, a confissão do desvio ético, a manobra de fazer empréstimos e conseguir dinheiro para cobrir o rombo, está no depoimento de Marcos Aurélio dos Reis Ferreira. Ele confessou que fez empréstimo pessoal e ficou comprometido de quitar de acordo com pagamento. Mas, depois recebeu telefonema de Marcelo Barros que disse que havia conseguido o dinheiro de outra forma, mais vantajosa em termos de juros, cujo dinheiro seria creditado na conta dos juízes para pagar o financiamento.
    “Se isso não é desvio ético, não sei o que é ético”, refutou o relator, lembrando que os magistrados se utilizaram do fato de serem, um ordenador de despesas e o outro filho de presidente do tribunal, para conseguir o dinheiro. O pagamento era feito com direcionamento do juiz Marcelo e aprovação do presidente do tribunal.
    O montante pago, a título de atrasados, foi de R$ 4,5 milhões para 338 magistrados, média de R$ 13 mil para cada, valor muito menor do que os pagos aos juízes envolvidos no esquema. “Pagaram migalhas para alguns para fazer cortina de fumaça”, ressaltou Ives Gandra, que encontrou ainda o que ele chama de “descalabro”, pois uma das rubricas não batia, não era possível pagar por ela, mas os juízes mudaram a rubrica e o pagamento foi feito com verbas que não eram devidas a juízes estaduais.
    “São valores superlativamente altos em comparação com resto da magistratura”, disse o relator. O que mais recebeu foi José Ferreira Leite, R$ 1,2 milhão de atrasados. O então corregedor-geral de Justiça, Mariano Travassos, atual presidente do TJ-MT recebeu R$ 906 mil e o desembargador José Tadeu Cury, R$ 757 mil. Já juiz filho do presidente do tribunal, com apenas quatro anos de carreira, recebeu R$ 624 mil a título de atrasados.
    Aposentadoria é benefício, diz OAB
    O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, classificou de “insuficiente” a pena de aposentadoria compulsória aos dez magistrados do TJ-MT. “A aplicação da aposentadoria seria uma espécie de benefício, ao invés de uma punição”, disse ele, ao propor uma reflexão sobre a Lei de Organização da Magistratura (Loman) ao CNJ. Para ele, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso “passou a funcionar como uma filial loja da maçonaria, o que é muito grave e mostra indícios de corrupção e de transgressão à lei”.
    “Na minha opinião está cristalino que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso passou a ser uma filial da loja maçônica Grande Oriente, socorrendo-a em momento de dificuldades financeiras”, sustentou Ophir, no CNJ. “Essa atitude é muito grave e preocupante e mostra indícios de corrupção, pois a corrupção se faz não só com desvios de verbas, mas com pressão e direcionamento irregular de recursos dos próprios magistrados”. Para o presidente nacional da OAB, o magistrado não pode confundir o público com o privado e não deve se esquecer de que têm de encarnar uma postura ética, “pois o juiz deve funcionar como paradigma para a sociedade”.

    Ophir elogiou a atuação do CNJ neste e em outros casos envolvendo a magistratura. Ele destacou que o órgão de controle externo do Judiciário, por esse posicionamento, tem angariado o respeito da sociedade brasileira.

    Fonte: http://www.conjur.com.br/2010-fev-23/cnj-afasta-10-magistrados-acusados-desviar-dinheiro-maconaria
    Publicações ConJur Editorial com 10% de desconto

  4. vailson souza aguiar Says:

    eu tenho muita vontade de estuda e aprender com a marçonaria sei que é uma religião de muito respeito e de principios por isso e muito mais tenho vontade de ser um membro e iniciante da marçonaria fui da religião espirita durante 18 anos e no momento estou em busca de uma vnova ida nova religião nova em tudo solicito um convite ser fo possivel grato obrigado.

    • Rodrigo Says:

      Vailson, maçonaria NÃO é religião!
      Todas as religiões são bem vindas na maçonaria.
      Recomendo vc entrar no site do GOB.

  5. Nathália Athayde Says:

    Sou uma admiradora da maçonaria, e sei que existe uma sociedade só para homens, gostaria de conhecer mais sobre ela você tem sugestões de livros, sites?? Tambéml gostaria que, comentasse sobre a entrada de mulheres, para essa irmandade

    • Bom… na verdade existêm potências e lojas Femininas, inclusive lojas mistas, mas geralmente nos grandes centros. Neste blog já publicas alguns posts maçônaria feminina, se você pesquisas nas postagens mais antigas irá encontrar este material.

  6. Nathália Athayde Says:

    Vocês tem página no Facebook??

  7. Iran Toledo Says:

    Por favor, poderia informar o telefone, e, ou endereço eletrônico, de pessoa, membro da maçonaria, com alguma fluência no idioma português/BR que esteja no território japonês ? Obrigado.

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