A lenda de Osiris

Vários sites da internet contam este verdadeiro drama, mas até certo ponto é uma história bem romantica mostrando como a Isis fez de tudo para ajudar seu marido o problema é que a Internet esta cheia de versões da história.

Não é intenção deste blog ficar copiando coisas de outros site mas vamos colocar aqui os 3 textos como backup caso algum deles simplesmente desapareça. Já passamos por um site e pensamos, depois eu volto e faço o bookmark… e depois… cadê o site? sumiu ou tiraram a página do ar!

—– 1. o mais completo: é um verdadeiro drama essa saga! ——

Ré ou RáRá, o deus-sol, descobrindo que Nut, a senhora dos céus, estivera em companhia de Geb, a terra, lança sobre ela um castigo pelo qual a deusa não poderia procriar em nenhum mês ou ano. O deus Thot, também apaixonado por Nut, em um jogo com a lua ganhou-lhe a sétima parte de cada uma de suas luminárias.

Juntando essas partes, que formavam ao todo cinco dias, acrescentou-as aos trezentos e sessenta dias do ano. Dessa forma Nut pode gerar filhos. No primeiro dia nasceu Osíris; no segundo Hórus (o velho); no terceiro Seth; no quarto Ísis; e no quinto dia, Néftis. Seth casou-se com Néftis e Osíris com Ísis.

Osíris dedicou-se a civilizar seus súditos, desviando-os do seu antigo estilo de vida nômade, indigente e bárbaro.

Ensinou-os a cultivar a terra e a aproveitar da melhor maneira os seus frutos; ensinou-os a trabalhar com os metais e a fazer armas para defenderem-se das feras; convenceu-os a viver em comunidade e a fundar cidades; deu-lhes um conjunto de leis para que por elas o povo regulasse sua conduta e instruiu-os na reverência e adoração aos deuses.

Ísis, a irmã-esposa de Osíris, curava as doenças dos homens e expulsava os espíritos malignos com magia; fundou a família; ensinou os homens a fazer pão e às mulheres todas as artes femininas. Osíris decidiu levar esses conhecimentos ao resto do mundo e confiou a regência do seu trono a Ísis. Durante a ausência de Osíris, seu irmão Seth tentou apossar-se do trono, mas foi frustrado em suas intenções por Ísis.

Osíris regressou de sua viagem, concluída com êxito, e Seth armou nova trama: tirou as medidas do corpo de irmão, em segredo, e mandou fazer uma bela arca, adornada e realçada com pedras. Deu uma festa em comemoração ao retorno de Osíris e propôs que presentearia com a arca a quem nela entrasse e a ocupasse com o próprio corpo. Todos os convidados entraram na arca mas ela sempre resultava grande. Chegou a vez de Osíris cujo corpo, de grande estatura, adaptou-se perfeitamente à arca. Seth e seus cúmplices fecharam a arca lacrando-a e lançando-a no rio Nilo.

“O dia do assassinato de Osíris foi o 17º do mês de Háthor (novembro) quando o sol estava na constelação de escorpião. De acordo com alguns, Osíris estava no 28º ano de seu reinado e, de acordo com outros, no 28º ano de idade.

Quando a notícia do assassinato alcançou Ísis, que estava na cidade de Coptos, ela imediatamente cortou uma das mechas dos seus cabelos, colocou roupa de luto e vagou pelo país em estado perturbado procurando a caixa que continha o corpo de seu marido”.(1)

Sete escorpiões escoltavam a deusa que chegou à cidade de Pa-Sin em trapos e esgotada. Daquele jeito, e com tão ameaçadora comitiva, não encontrou quem a hospedasse. Uma mulher fechou-lhe a porta no rosto. Os escorpiões, vingando o insulto à deusa, injetaram seu veneno em sua dirigente Tefen que entrou na casa da mulher, encontrou o seu filho e picou-o.

O veneno era tão poderoso que a casa foi envolvida em chamas. Uma outra mulher, de nome Taha, apiedou-se da deusa e a acolheu. Aquela outra, de nome Usa, não encontrou água para apagar o incêndio e correu em desespero com o filho nos braços.

Ninguém a socorreu, mas a deusa Ísis acabou por ter pena dela e fez com que uma chuva apagasse o incêndio. Ordenou, também, que o veneno saísse da criança. Usa, reconhecendo a deusa, implorou-lhe perdão e ofereceu presentes a Ísis.

Ísis continuou a sua busca e soube, por algumas crianças que brincavam à margem do rio, que a caixa procurada havia passado por ali em direção ao mar.

Nesse meio tempo as ondas carregaram a caixa para a costa da Síria e a lançaram em Biblos, e tão rápido repousou sobre a terra, uma grande árvore (Erica) brotou de repente, desenvolvendo-se toda em torno da caixa, cercando-a por todos os lados”.

O Nome do rei de Biblos era Melkart e o de sua esposa Astarte (Ishtar, Ashtoreth).

Moedas representando Ishtar – Deusa AstarteMelkart viu a árvore de tamanho descomunal e mandou cortá-la para fazer com ela um pilar para o seu palácio. Ísis chegou a Biblos e soube da árvore que cresceu da noite para o dia e do destino que teve. Instalou-se à beira da fonte onde as criadas da rainha apanhavam água. Começou a penteá-las transferindo-lhes parte do perfume que emanava do seu corpo.

A rainha notou a diferença em suas criadas e isso despertou o seu interesse em conhecer quem as estava arrumando e educando. Ísis foi levada à sua presença, mas não se revelou. A rainha a fez ama do príncipe, a quem Ísis amamentou com o dedo em lugar do seio. Punha-o toda a noite no fogo para que este lhe consumisse a parte mortal. Transformava-se em uma andorinha e voava em torno da coluna lastimando seu próprio destino.

Uma noite a rainha entrou no quarto e viu o filho envolto em chamas e guardado por sete escorpiões. Gritou e o rei e os guardas a acudiram, mas ficaram paralisados diante da cena que presenciaram. Surgiu Ísis que, com um gesto, apagou as chamas, revelando-se para os reis. Contando a sua história explicou que, grata pela hospitalidade, decidira tornar o príncipe imortal, mas a mágica fora interrompida e não faria mais efeito.

A rainha se entristeceu, mas o rei, com a honra de acolher uma deusa, deu-lhe a coluna de madeira de onde Ísis retirou a arca que continha o corpo de Osíris. Depois envolveu a coluna em linho, derramou sobre ela óleos perfumados e a devolveu aos reis como lembrança e relíquia poderosa. A deusa voltou ao Egito escoltada por outros dois filhos do rei de Biblos.

Em determinado ponto da viagem ordenou que a caravana parasse e abriu a caixa com o corpo do marido. Transtornada pela dor, gritou de forma tão espantosa que um dos filhos do rei ficou louco; o outro, que olhou a deusa em seu desespero, caiu morto de medo. Ísis ficou só e tentou todas as fórmulas mágicas para trazer Osíris de volta à vida. Transformou-se em um falcão e agitou as suas asas sobre ele para restituir-lhe o sopro de vida. Num breve momento em que seu intento foi conseguido, Ísis foi fecundada. Continuou levando o corpo de Osíris para o Egito.

Quando chegou ao seu país, escondeu a arca nos pântanos.

Deus Seth – esquerdaEnquanto caçava à luz da lua, Seth encontrou a arca, abriu-a e viu os restos do irmão. Furioso, despedaçou o corpo em catorze pedaços e os espalhou pelo Egito. Isso fez com que Ísis recomeçasse a sua busca, desta vez para reconstituir o corpo do marido. Ajudada por Anúbis, que tomou a forma de um chacal negro para farejar os restos de Osíris, Ísis só não encontrou o falo do deus que, atirado ao Nilo, fora devorado por um peixe. Em cada local que Ísis descobriu uma parte do corpo de Osíris, foi levantada uma capela.

Recomposto o corpo de Osíris, Ísis chamou sua irmã Néftis e os deuses Toth e Anúbis. Todos juntos tentaram restituir a vida a Osíris. Anúbis embalsamou o corpo do deus e surgiu assim a primeira múmia, envolta em linho e em peles de animais, recoberta de amuletos. Nas paredes do sepulcro de Osíris foram gravadas fórmulas rituais e junto ao sarcófago foi colocada uma estátua semelhante ao deus que ressuscitou, mas não pode mais reinar sobre a terra e tornou-se “rei do lugar que fica além do horizonte ocidental”.

Osíris transformou esse lugar, de triste em um local fértil e rico de colheitas.

Depois do sepultamento Ísis voltou a se esconder nos pântanos. Quando nasceu o seu filho Hórus, a mãe deu-lhe amor e invocou sobre ele a proteção de todos os deuses.

Ensinou-lhe a magia e o educou em memória do pai.

Hórus cresceu como o sol nascente. Ele próprio era um grande falcão que cortava os céus. Quando ficou maior Osíris voltou à terra para fazer dele um guerreiro. Hórus reuniu todos os fiéis a Osíris e partiu sobre Seth para vingar a morte do pai, mutilando-o e esterelizando-o. Seth, por sua vez, transformou-se num grande porco negro e devorou o olho esquerdo de Hórus e, assim, a lua parou de iluminar.

Ísis suplicou a seu filho que pusesse fim ao massacre, mas Hórus, num ímpeto de ódio, decepou a cabeça da mãe.

Thot curou-a colocando uma cabeça de vaca em lugar da sua. A batalha recomeçou sem vencedores ou vencidos.

Thot curou Seth, mas impôs que este restituísse o olho de Hórus. A lua, então, voltou a brilhar. Os deuses levaram a questão a julgamento e o processo durou oitenta anos. Seth acusou Hórus de ilegitimidade.

Hórus acusou Seth pelo assassinato do pai. Por fim os deuses decidiram que Hórus ficaria como rei do Baixo Egito e Seth como rei do Alto Egito.

Fonte: http://www.misteriosantigos.com/pagina17.htm

—– 2. esse aqui é mais romântico ————————————

Conta a lenda que Seth com inveja de Osiris, por este ter herdado o reino do pai na terra, engendrou um plano para matá-lo e assim usurpar o poder. Quando Osiris dormia, Seth tirou suas medidas e ajudado por 72 conspiradores, mandou construir um esquife com as medidas exatas de Osiris.
Organizou um banquete e lançou um desafio, aquele que coubesse no esquife o ganharia de presente. Todos os deuses entraram e não se ajustaram.
Assim que Osiris entrou no esquife, Seth o trancou e mandou jogá-lo no rio, a correnteza o levou até a Fenícia. Ali ficou preso em uma planta até fazer parte do caule, que foi usado para construir uma coluna o “Djed”.
Isis partiu em busca do esposo, e após muitas aventuras, conseguiu regressar ao Egito com a caixa, que escondeu em uma plantação de papiro. Seth a descobriu e cortou o corpo de Osiris em quatorze pedaços, que espalhou pelo Egito.
Novamente Isis parte em busca dos despojos do esposo e dessa vez ajudada pela irmã Néftis, transformadas em milhafres (espécie de ave de rapina, semelhante ao abutre), encontram todas as partes de Osiris, exceto o órgão genital, que havia sido devorada por um peixe o Oxirincos.
Isis foi ajudada por Anubis que embalsamou Osiris, e este tornou-se a primeira múmia do Egito. Utilizando seus poderes mágicos, Isis, conseguiu que Osiris a fecundasse e dessa união nasceu Horus.
Seth iniciou uma luta pelo poder que envolveu todos os deuses. Por fim o próprio Osiris a partir do outro mundo, ameaçou mandar levantar todos os mortos se não fosse feita a justiça.
Rá e um tribunal de deuses estabeleceram que a sucessão fosse hereditária, e assim, Hórus pôde reinar.
Dessa maneira o Faraó em vida convertia-se em Hórus e ao morrer identificava-se com Osiris, o soberano do Além, considerando-se igual ao deus.

Fonte: http://historias-fantasticas.blogs.sapo.pt/2090.html

—- 3. a terceira versão ———————————————————–

Podemos começar a lenda de Ísis e Osíris com a separação do céu e da Terra. A deusa Céu Nut, com seu corpo cheio de estrelas, e o deus Geb foram separados pelo ar, Shu, ou o sopro da vida. De Nut e Geb surgiu uma poderosa prole, nas origens do mundo: Osíris e sua irmã gêmea Ísis, Set e sua irmã gêmea Neft.

Ísis e Osíris casados outorgaram à humanidade as artes. Ísis é considerada a deusa da tecelagem, do plantio, da música, dança e pintura. Osíris é considerado o deus da agricultura, da arquitetura monumental, da escrita, astronomia e da ritualística. Porém, na escuridão de uma noite fatídica, Osíris confundiu Neft com sua esposa e, desta união ilícita, nasceu o primogênito do deus chacal, a divindade Anúbis.

Set, obcecado pela vingança, preparou um sarcófago com o tamanho exato do irmão, e o ofereceu de presente numa festa. No momento em que Osíris se deitou nele, setenta e dois cúmplices entraram de repente, colocaram a tampa e fecharam o sarcófago para, em seguida, joga-lo no rio Nilo. Levado pela maré e arrastado até a costa da Síria, Osíris acabou chegando à praia de Biblos, onde imediatamente nasceu sobre o sarcófago uma tamareira.

Envolvendo o valioso esquife, a tamareira tornou-se tão bela e perfumada que encantou o rei sírio. Desta forma ele ordenou que, imediatamente, a cortassem para fazer do tronco um pilar em seu palácio.

A viúva Ísis pôs-se a procurar por toda parte seu esposo e, chegando a Síria, soube do pilar. Imediatamente o associou a Osíris. Conseguiu ser nomeada a ama do pequeno príncipe, filho do rei sírio, para estar próxima de seu esposo. Contudo, em seus momentos de dor, assumia a forma de uma andorinha, voava e chilreava tristemente em volta do pilar.

Certo dia, Ísis foi descoberta pela rainha síria, no exato momento em que cuidava de uma maneira bem peculiar de seu pequeno filho, numa espécie de ritual de purificação da criança. Neste momento suplicou que tirassem Osíris do pilar e que colocassem o esquife no barco real. Assim foi feito. Navegando para casa, ela abriu a tampa e deitou-se ao lado do esposo. Uma luz se fez presente e Ísis engravidou. Deste momento mágico, nasceria o Deus Hórus. Ísis escondeu o corpo de seu esposo nos pântanos de papiros no delta. Lá a deusa deu à luz o seu filho, o nascido da lótus, protegida por Amon-Rá, o criador e senhor da luz eterna, e Toth, o senhor da magia. Ela temia Set, que usurpou o trono do irmão e ameaçava se apropriar dela para servi-lo como rainha.

Porém, Set, numa noite de lua cheia, enquanto caçava javali nos pântanos do delta, deparou-se com o corpo de seu irmão. Irado, o dilacerou em quatorze partes, espalhando-as por todos os lados. Ísis, duplamente consternada, iniciou uma nova busca, acompanhada agora por sua irmã Neft e o menino chacal Anúbis. Os três procuraram Osíris por toda a parte e, auxiliados pelo faraó de Anúbis, encontraram treze partes do deus, com exceção de seu falo. O corpo de Osíris foi remontado e mumificado através da magia de Anúbis, no papel de sacerdote embalsamador.

Neste momento, Hórus já se tornara um esplêndido jovem. Sabendo de sua missão, o jovem deus trava uma luta sangrenta com o seu tio. Durante o combate, Hórus perde o olho esquerdo, mas também despojou seu tio de um testículo. O olho sacrificado de Hórus foi oferecido à múmia de seu pai, fazendo a deidade retornar a vida.

Com isso, Osíris passou a reinar para além do ciclo de vida e morte. Foi entronado como sendo o senhor e juiz dos mortos. E sua esposa, a deusa Ísis, tornou-se a grande senhora da magia, em todos os mundos.

Fonte:   não sei de onde tirei o texto acima, se alguém souber avise!

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Quem sabe a lenda não vira filme!

Se os livros de Dan Brown foram parar no cinema, essa lenda já deveria ter ido pro cinena!

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