Archive for the Trabalhos Apresentados Category

Texto do ir:. Ronaldo Ramiro sobre “Elegância”

Posted in Livros, Loja Othelo Palma, Sem classificação específica, Textos genéricos!, Trabalhos Apresentados on 02/04/2010 by J.D.

Meus irmãos,

As pessoas geralmente se preocupam com a aparência física e se esmeram para mostrar uma certa elegância, de acordo com suas possibilidades. Isso é natural do ser humano. Tanto que muitos buscam escolas que ensinam boas maneiras. No entanto, existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais corriqueiras, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto: é uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas de boca em boca. É possível detectá-la também nas pessoas que não usam um tom superior de voz. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É uma elegância que se pode observar em pessoas pontuais, que respeitam o tempo dos outros e seu próprio tempo.  Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece. É quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não. É elegante não ficar espaçoso demais. Não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, cargo e jóias não substituem a elegância do gesto. Não há livro de etiqueta que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo e a viver nele sem arrogância. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A pessoa de comportamento elegante fala no mesmo tom de voz com todos os indivíduos, indistintamente.

Ter comportamento elegante é ser gentil sem afetação. É ser amigo sem conivência negativa. Ser sincero sem agressividade. É ser humilde sem relaxamento.  Ser cordial sem fingimento. É ser simples com sobriedade. É ter capacidade de perdoar sem fazer alarde.  É superar dificuldades com fé e Coragem. É saber desarmar a violência com mansuetude e alcançar a vitória sem se vangloriar.

Enfim, elegância de comportamento não é algo que se tem, é algo que se é. Esta é a elêgancia maçonica que eu procuro. É claro que nossa sucessão e pleito leitoral esta começando e é dificil á todos nós tomar-mos algum partido, afinal somos irmãos e o confronto as vezes pode ser prejudicial,dentro de todos os limites possiveis , eu sou o maior apoiador da sucessão em loja pelo voto e não pela imposição de nomes, pois caracteriza a vontade da loja, também peço aos canditatos a firmesa de postura e o rigoroso cumprimento dos deveres e obrigações da Loja, para que nenhum irmão vivencie oque eu vivenciei estes ultimos meses, independente de qualquer chapa em que venha apoiar eu sou Othelo Palma, e estarei sempr as ordens para elevar o nome da loja.
Boa campanha a todos nós.

M.´. M.´. Ronaldo Ramiro de Paula

Admitir nossas necessidades

Posted in Loja Othelo Palma, Trabalhos Apresentados with tags , on 24/03/2009 by J.D.

Precisamos uns dos outros…

Meus Irmãos,

Recentemente, foram divulgadas notícias sobre Jim Sulkers, um residente de Winnipeg, Manitoba, que morreu em sua cama e ficou lá durante dois anos antes que algum vizinho descobrisse seu corpo. O homem viveu ali durante 20 anos, mas ninguém sentiu sua falta.
Por que relutamos tanto em admitir nossas necessidades uns para com os outros?

Há pelos menos duas fortes razões:

Primeira: nossa cultura exalta o individualismo. Admiramos os independentes, auto-suficientes, que parecem viver bem por si sós. Mas a triste verdade é que, alem dessa confiança aparente, normalmente esta é uma pessoa insegura, com um coração dolorido. A solidão é a doença mais comum neste mundo, e ainda assim, continuamos a construir muros ao invés de pontes entre nós.

Segunda: somos orgulhosos. Muitas pessoas, especialmente os homens, sentem que pedir ajuda ou expressar uma necessidade é sinal de fraqueza. Mas não há nada de vergonhoso no fato de

precisarmos uns dos outros. O Grande Arquiteto do Universo nos formou assim! Quer que dependamos uns dos outros.

Estudando e pesquisando, aprendemos que o GADU planejou que desfrutássemos a vida juntos. Fomos moldados para relacionamento dentro da família e criados para a vida em comunidade. Não é vontade dele que atravessemos a vida sozinhos. Mesmo no ambiente perfeito do Éden, o GADU disse; “não é bom que o homem esteja só’”.

O homem odeia a solidão. Isso não significa que todos têm que viver “grudados”. Significa sim, que todos precisam de uma família, e é por isto que nos reunimos aqui.

A palavra loja-família-loja é frequentemente usada para descrever um grupo de pessoas ligadas a um propósito, e o nosso propósito estando aqui é; estarmos ligados corpo e mente, onde cada parte é interligada e interdependente.

Como maçons que somos, é impossível mantermos nossa missão na nesta vida sem os outros, portanto, o olho não pode dizer para a mão: Eu não preciso de você. E a cabeça não pode dizer para os pés: Não preciso de vocês.

Nós precisamos estar unidos para sobreviver espiritualmente e esótéricamente. Mas do que isso, nós precisamos realmente fazer parte deste grupo de pessoas, onde poderemos amar e sermos amados, servir e ser servido, compartilhar oque aprendemos e aprendermos sempre com os outros.
Como fomos agraciados com a “luz” devemos estar sempre em plena comunhão, o primeiro passo é admitir que necessitamos uns dos outros como se nossa vida dependesse do outro – até porque depende.

Dediquemo-nos uns aos outros com amor mais fraternal; Procuremos dar honras aos outros mais do que a nós próprios. Viver entre irmãos, requer humildade. Precisamos lembrar que pertencemos uns aos outros e precisamos uns dos outros para cumprir nossa missão.

Colaboração: Ir.´. Ronaldo Ramiro de Paula
M.´.M.´. da ARLS Othelo Palma nº. 73
Com muito orgulho.