Arquivo de Grão mestre

Policia investiga grão mestre da maçonaria acusado de desviar verbas publicas

Posted in Sem classificação específica, Textos genéricos! with tags , , , , on 05/08/2012 by J.D.

Kelly Almeida

Publicação: 02/08/2012 08:34 Atualização: 03/08/2012 09:54

Jafé Torres é um dos principais alvos dos policiais na operação (Joel Figueiredo Thé/Esp. CB/D.A Press)
Jafé Torres é um dos principais alvos dos policiais na operação

Policiais civis realizam desde o começo da manhã desta quinta-feira (2/8) a Operação Firewall, para cumprir oito mandados de prisão e 17 de busca e apreensão, com o intuito de desmontar um grupo investigado por suposto desvio de verbas públicas. O esquema de corrupção teria começado em 2009, por meio dos recursos destinados ao Programa DF Digital, da Secretaria de Ciência e Tecnologia.

Entre os principais alvos dos policiais está Jafé Torres, grão-mestre da instituição maçônica Grande Oriente do DF e um dos representantes da Fundação Gonçalves Lêdo (FGL). Os agentes estiveram na casa dele pela manhã, mas o acusado não foi encontrado. Torres já é considerado foragido pela polícia. Outros quatro homens também estão foragidos e dois estão presos na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco). Foram apreendidos computadores e documentos.

De acordo com a Deco, a FGL recebia cerca de R$ 34 milhões anuais para gerir o programa e promover inclusão digital à população do Distrito Federal. Mas, de acordo com as denúncias, a verba teria sido desviada e, com isso, o programa nunca apresentou resultados satisfatórios. As investigações indicam ainda que a fundação subcontratava empresas com valores superfaturados para desviar dinheiro. A intenção da polícia é ouvir simultaneamente os suspeitos e localizar indícios que qualifiquem os crimes de peculato e formação de quadrilha.

Leia a reportagem completa aqui. <—- Quando acessar a página do Correiobrazilianse, clique no filme!

A formação do Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira

Posted in Textos genéricos! with tags , , on 19/10/2010 by J.D.

Em 1973, a Maçonaria no Brasil passou por um processo de declaração conjunto de desfiliação de dez Grandes Orientes Estaduais do Grande Oriente do Brasil.

Esse fato é considerado, junto com o momento histórico de 1927, um dos maiores acontecimentos da História da Maçonaria no Brasil, dando origem ao chamado “Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira”.

Iniciava-se uma nova jornada na Maçonaria brasileira e fixavam-se os alicerces para que outros Grandes Orientes Estaduais se orientassem pelos princípios federativos e constituíssem, primeiramente, um Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria brasileira, que evoluiu para a Confederação Maçônica do Brasil – COMAB [SOBRINHO, Octacílio Schüler Sobrinho: “Uma Luz na História: o sentido e a formação da COMAB”. Florianópolis: Ed. O PRUMO, 1998. p.299].

Por convocação do Grão-Mestre de Minas Gerais, Athos Vieira de Andrade, reuniram-se em Belo Horizonte/MG os Grão-Mestres Danylo José Fernandes, do Grande Oriente de São Paulo, Osmar Maria Diógenes, do Grande Oriente do Ceará, Salatiel de Vasconcelos Silva, do Grande Oriente do Rio Grande do Norte, Celso Clarimundo da Fonseca, do Grande Oriente do Distrito Federal, Nilson Constantino, do Grande Oriente do Mato Grosso, Enoch Vieira dos Santos, do Grande Oriente do Paraná, Miguel Christakis, do Grande Oriente de Santa Catarina, Luiz Alberto de Alcântara Velho Barreto, do Grande Oriente de Pernambuco, Afonso Augusto de Morais, do Grande Oriente do Maranhão, e Ivan Neiva Neves, do Grande Oriente do Espírito Santo, resultando, dessa reunião, a fundação do Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira.

 

Leia mais aqui: http://www.comab.org.br/index.php?sec=institucional&page=historia

Impeachment na maçonaria

Posted in Sem classificação específica, Textos genéricos! with tags , , , on 04/10/2010 by J.D.

O líder máximo dos maçons entrega à biblioteca livros com os segredos da organização e pode ser afastado, algo inédito

Wilson Aquino

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SEGREDOS REVELADOS
Marcos José da Silva, o grãomestre:
traição ao juramento

O sigilo que cerca os rituais, códigos e tradições são a marca da maçonaria que, ao longo dos séculos, protegeu com um manto de silêncio as particularidades do seu universo. Recentemente, uma pessoa resolveu quebrar essa regra, justamente a autoridade máxima do Grande Oriente do Brasil (GOB) – a maior associação maçônica e mais antiga no País –, o soberano grão-mestre-geral da Ordem, Marcos José da Silva. Ele, simplesmente, registrou na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, 21 livros secretos que explicam os ritos misteriosos da irmandade. A iniciativa acarretou uma reação à altura: pela primeira vez, um presidente da instituição poderá sofrer impeachment. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, o GOB foi fundado no Brasil em 1822, tem 60 mil membros e nunca antes na história da maçonaria algo similar havia acontecido.

A assembleia que decide o destino e possível punição de Silva está marcada para o sábado 18, no Templo Nobre do GOB, em Brasília. Mas a briga já começou. O grão-mestre-geral recorreu ao Supremo Tribunal Federal Maçônico (STFM) – as instituições maçônicas reproduzem em quase tudo a sociedade civil – e conseguiu liminar para retirar o assunto da pauta. Porém, os 600 maçons que estiverem presentes à assembleia podem deliberar o contrário e manter a votação para abertura do processo de impeachment. O delito cometido por Silva está previsto em dois artigos do código penal maçônico: o 73, inciso XIV, condena quem “facilitar ao profano (não maçom) o conhecimento de símbolo, ritual, cerimônia ou de qualquer ato reservado a Maçom” e o artigo 74, inciso I, pune a traição ao juramento maçônico no qual figura o sigilo.

Mas por que justamente o grão-mestre teria ferido um dos princípios básicos da organização? Há algumas versões. Os defensores de Silva sustentam que ele registrou os livros secretos para evitar que outra pessoa com interesses escusos o fizesse. Seria uma iniciativa para proteger a associação de oportunistas no futuro. Os maçons favoráveis ao afastamento de Silva, por sua vez, veem má-fé e cobiça, pois agora ele figura como organizador das obras que revelam os segredos maçônicos. Isso, na prática, lhe confere os direitos autorais sobre a mesma. Ou seja, ele passou a ter direito a comissão de 5% sobre o preço de capa de eventuais livros baseados no conteúdo registrado por ele. Essa tese é reforçada pelo raciocínio de que Silva poderia ter feito o registro em nome do GOB e não no dele próprio. Os livros secretos não estão disponíveis para qualquer um manuseá-los. Mas, além de alguém poder reivindicar na Justiça o direito de vê-los, os funcionários da Biblioteca Nacional já têm acesso ao material. Não há mais sigilo.

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Fiel ao estilo da maçonaria, o registro das obras foi feito na moita, assim como a denúncia efetivada por uma pessoa ligada ao GOB e que trabalha na Biblioteca Nacional. “Como maçom, me sinto ultrajado e decepcionado. Se um aprendiz mostra o livro dos rituais a um profano, ele é sumariamente expulso”, esbraveja um dos deputados da Soberana Assembleia Federal Legislativa da instituição, que vai participar da sessão e por isso preferiu não se identificar. “Isso é uma aberração. O que sustenta a irmandade é o sigilo em torno dos seus ritos e a tradição. Até porque esses ritos são usados por maçonarias de outros países”, surpreende-se o professor de história da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Marco Morel, autor do livro “O Poder da Maçonaria.”

A conservação secreta dos conhecimentos e métodos de trabalho dos maçons é um dos mais rígidos princípios da doutrina. Tanto que ao ser iniciado na maçonaria, num ritual secular no qual o postulante permanece vendado na sessão até que seu nome seja aceito pelo grupo, o novato faz um juramento em que se compromete a “nunca revelar qualquer dos mistérios da maçonaria e nunca os escrever, gravar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los”. Na Idade Média, a violação dos mistérios seria punida com castigos terríveis, descritos no juramento: “Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo enterrado na areia do mar…” Mas os tempos mudaram e, hoje, o grão-mestre-geral poderá ser no máximo punido como qualquer presidente corrupto.

Fonte da reportagem: http://www.istoe.com.br/reportagens/101488_IMPEACHMENT+NA+MACONARIA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage